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30 março 2014 0 poesias

10 programas que fizeram furor nos anos 90 (parte 2)

6. Rua Sésamo (1989 – 1991)
Estreou em Novembro de 1989 a versão portuguesa da rua mais famosa do mundo e terminou em Maio de 1990. A Rua Sésamo transformou-se num sucesso imediato sendo bem recebida tanto pelo público infantil como pelo mais velho. O programa continha também animações feitas em Portugal e também da Rua Sésamo original. Em 1991 o programa voltou a ser repetido. Este programa era uma verdadeira escola para as muitas crianças que iam aprendendo os números e a dar os primeiros passos na leitura. 

Rua Sésamo
 
7. Riscos (1997 - 1998)
Lembram-se dos Morangos? Esta era fácil. Agora umas mais difíceis… lembram-se do Riscos? Pois é, visto de uma certa perspectiva (uma perspectiva de maternidade) a série Riscos seria a mãe dos Morangos com Açúcar. Essa era uma série onde se abordava tudo e mais alguma coisa inerente à primavera da vida: sexo, drogas, racismo, anorexia, skinheads, doenças sexualmente transmissíveis,  alcoolismo, gravidez, pedofilia, suicídio, sexo, prostituição, homossexualidade, cultos religiosos, sexo, vício no jogo, ecologia, conflitos de gerações e... já referi sexo?

Série Riscos

8. Herman Enciclopédia (1997-1998)
Este, a meu ver, foi o melhor programa de Herman José. Era um programa onde este apresentou algumas das mais famosas personagens do humor em Portugal: Diácono Remédios, José Estebes, Dra. Rute Remédios, Mike e Melga. Rico em momentos únicos de humor, onde se podia ver não Herman José e Maria Rueff em grande nível, como também um elenco de nomes reconhecidos do grande público.

Herman José e Maria Rueff e companhia num dos momentos altos das suas carreiras


9. Contra-Informação (1996 – 2010)
Bonecos bem caricaturados das mais variadas personalidades nacionais e internacionais, uma boa dose de humor, sátira e ironia eram a receita que este programa apresentava depois do Telejornal da RTP1. Era uma boa maneira de fazer sátira com os mais diversos temas que iam desde a política ao desporto. E quem não se lembra de expressões como a do “Boby, Tareco…busca!” do mítico “Bimbo da Costa”?

Eram muitas as personagens deste programa


10. A Alma e a Gente (1997-1998)
Ao pensares numa pessoa que conheceu e viveu a história de Portugal como ninguém, certamente que o primeiro nome que te vem à ideia é o de José Hermano Saraiva. A “alma” do programa era toda deste senhor da televisão, que mantinha o método do improviso verbal, sem telepontos nem qualquer outro tipo de apoio. A “gente” era apresentada a cada programa, através de biografias de portugueses que marcam a nossa história. Este programa era uma autêntica história que nos parecia levar até à época relatada.

O melhor professor de história de sempre
26 março 2014 0 poesias

10 programas que fizeram furor nos anos 90 (parte 1)

A televisão portuguesa teve uma fase áurea nos anos 90, época em que ainda não havia Internet e o Facebook era feito porta-a-porta ou, quanto muito, por telefone. O telemóvel ainda dava os primeiros passos no quotidiano dos portugueses e já estes assistiam a programas transcendentes para a época, como era o “Hugo” ou o “Juiz Decide”. Fiquem aqui com alguns programas que marcaram esta geração:

1. “O Juiz Decide” (1994-2001)
Problemas com heranças, propriedades e os crimes mais insólitos? Resolviam-se neste programa de sucesso, onde se criavam julgamentos (mais ou menos) fictícios e o público ajudava a decidir o veredicto. Em qualquer pastelaria ou café, este era um programa obrigatório, logo a seguir ao jornal da tarde.

O Juíz Decide

2. “Hugo” (1997-2001)
Se há programa que toda a criança desta geração se lembra é o “Hugo”. Aquele programa em que o telespectador tinha a missão de levar Hugo a salvar a amada Hugolina e os filhos das mãos da bruxa malvada, com a ajuda do telefone fez sucesso imediato. Este programa foi também uma das maiores frustrações da minha infância, porque o meu telefone não me permitia participar e não tinha o telefone perto da televisão.

Hugo e a sua cara maquiavélica

3. “Big Show SIC” (1995-2001)
Este foi o programa que tornou João Baião um dos mais apresentadores mais conhecidos e mais amados do país, naquela época. Ele dançava e saltava sem parar, recebia os artistas populares (lançou muito artista pimba para a ribalta) e oferecia prémios nos mais variados concursos. O apresentador era, sem dúvida, o ícone deste programa, pois surpreendia toda a gente com uma energia que parecia não ter fim. Frases como “deixe lá o rapaz estar sossegado” ou "Dona Albertina, não vá fazer já o seu xixizinho" são ainda hoje recordadas pelo público, assim como a lendária personagem do Macaco Hadrianno.

João Baião ao lado da razão dos homens também verem este programa

4. “Ponto de Encontro” (1994-2002)
Quem se lembra deste programa, intuitivamente começa a cantarolar, ainda que mentalmente, o genérico do programa. Este era daqueles programas que todas as avozinhas gostavam: Henrique Mendes reunia irmãos separados à nascença, crianças que cresceram sem pai ou amigos de infância a quem um dia perderam o rasto. Era este tranquilo apresentador a alma do programa: segurava-lhes nas mãos, oferecia-lhes lenços nos momentos mais difíceis, e parecia ter sempre a palavra certa para os reconfortar.

O grande e único Henrique Mendes

5. Buéréré (1993-1998)   
O programa Buéréré foi o primeiro programa que a SIC criou direccionado para os mais novos e, apesar de muita gente o associar de imediato a uma versão novinha e muito menos depravada da Ana Malhoa, o certo é que este programa começou por ser apresentado por Ana Marques. Para além de fazer a ponte entre os desenhos animados e as séries que faziam a delícia da pequenada, este programa também apostava fortemente na música, sendo que algumas assim hoje são recordadas como é o caso de: “sabes que começou no A…” (sim, eu sei que estás a cantarolar com um sorriso parvo na cara).

Ana Malhoa, o Boi Ré-Ré e o Macaco Hadrianno
Os anos 90 e os seus programas de qualidade continuam no próximo post...
18 dezembro 2013 0 poesias

10 motivos para ser...

Americano
1 - Ter ao seu dispor mais de 10 restaurantes de fast-food por km2
2 - Ter 90% dos produtos "Made in China" no supermercado
3 - Com 18 anos ser "expulso" de casa
4 - Poder conduzir aos 16 anos, mas só poder beber aos 21
5 - Saber que 32% do território americano é propriedade do Governo
6 - Usar as roupas mais estranhas e estúpidas e todos copiarem e chamar "moda"
7 - Poder pedir uma cerveja dizendo apenas: "Gimme a Bud" (Dá-me um Cu)
8 - Ser Texano, falar como homem rude do campo, vestir-me como homem rude do campo, e denominar-se “cowboy”
9 - Poder estudar de borla em Yale, desde que saiba jogar futebol americano
10 - Pensar que Portugal é uma cidade de Espanha

Alemão
1 – Oktoberfest
2 – BMW
3 – Volkswagen
4 – Audi
5 – Mercedes
6 – Conduzir a uma velocidade que em qualquer outro país do mundo daria prisão
7 – Não ter que aprender alemão como segunda língua
8 – Porsche (apesar de ser, inicialmente, da Áustria)
9 – Lidl
10 – Adidas

Francês
1 – Pensar que o Portugal não é um país sério
2 – Conseguir ser mal-humorado, mesmo morando na "cidade do amor"
3 – Se houver guerra, render-se logo para ganhar tempo
4 – Não precisar ler legendas nos filmes da Euro Channel
5 – Testar bombas atómicas nos países dos outros
6 – Ouvir a namorada a dizer ‘je t’aime, mon amour’
7 – Não precisar tomar muitos banhos
8 – Ser gay sem ninguém notar (afinal, todos falam com um sotaque estranho)
9 – Ter fama de ser um homem romântico, mesmo sendo só fama
10 – Ter uma selecção de futebol cheia de jogadores que não nasceram em França

Inglês
1 – Cerveja quente
2 – Confundir toda a gente com as regras do jogo de críquete
3 – Aceitar elegantemente as derrotas no desporto e chamar-lhe desportivismo
4 – Fazer a melhor batata cozida do mundo
5 – Partir-se a rir com as piadas do Mr. Bean
6 – Ser gentil e tolerante com os povos "inferiores" que os visitam
7 – Saber que todos os parasitas vêm da Escócia
8 – Duas guerras e um campeonato do mundo de futebol
9 – Com 2 anos já falar inglês
10 – Comer ao pequeno-almoço feijão, salsichas, bacon, ovos, cogumelos, bolacha feita com batata frita, tostas de pão e acompanhar com...chá.

Italiano
1 – Conhecer profundamente os mais bizarros formatos de massas
2 – Chamar o próprio carro de "la mia macchina", mesmo que seja uma lata velha
3 – Ser pacífico: as últimas glórias militares datam da Antiguidade
4 – Lamborghini
5 – Chamar futebol de ‘calcio’ e ainda assim ser tetracampeão do mundo
6 – Ter os melhores guarda-costas, bem ali na Sicília
7 – Saber falar com as mãos, mesmo ouvindo e falando bem
8 – Ser considerado o maior amante do mundo mesmo havendo o maior número de homos per capita
9 – Ter uma das melhores gastronomias do mundo: massas, pizzas, lasanha, "gelatos", etc.
10 – Meter-se com todas as mulheres que passam na rua

Espanhol
1 – Nenhum
2 – Perfumarem-se mas esquecerem-se de tomar banho
3 – Nenhum
4 – Serem os únicos a conseguirem-se destingir a eles próprios dos ciganos
5 – Nenhum
6 – Acreditar que são melhores que os portugueses (na verdade, não são!)
7 – Nenhum
8 – Ser vizinho de Portugal
9 – Nenhum
10 – Estar divido por províncias que querem independência mas considerarem-se um país cheio de espanhóis nacionalistas

Português
1 - Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso (e conduzir sempre pela faixa da esquerda)
2 - Viajar para qualquer país e encontrar outro português num restaurante
3 - Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém
4 – Ter a felicidade de não ter nascido espanhol
5 - Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista
6 - Algarve em Agosto
7 - Comer a melhor comida do mundo
8 - Elogiar as mulheres portuguesas na rua mesmo sem as conhecer
9 - Ter uma costa marítima enorme mas não poder pescar, ter terra fértil e não poder cultivar
10 - Ir passear ao domingo para a avenida principal para mostrar a roupa nova
27 outubro 2013 0 poesias

You may say I'm a dreamer

...but I'm not the only one

É certo e sabido, por quem me conhece, que eu não sou aquilo a que se pode chamar uma pessoa “fina das ideias”. Não sou e não nego! Gosto de lutar por momentos felizes (que a felicidade é demasiado complexa e utópica), gosto de sonhar com mundo melhor, gosto simplesmente de ser parvo…

Quando vivemos num país como o nosso, em que a tristeza nos bate à porta diariamente, é preciso ter muita força de vontade para colocar um sorriso na cara e partir para mais um dia. É preciso ter muita coragem para arregaçar as mangas e rumar a esta grande aventura que é a realidade portuguesa (da maioria dos portugueses, claro).

No entanto, quem inventou o provérbio que afirma que “tristezas não pagam dívidas” não podia estar mais correcto – senão o povo português já tinha muita dívida paga. Por isso, solta lá esse sorriso, arregaça as mangas e parte à aventura, mas não sem antes teres presente que ninguém te tira o direito de sonhar e que não te podem cobrar impostos por acreditares em ti mesmo.
17 fevereiro 2013 0 poesias

Casamento da Culpa

19/10/03

O país está mal, isso já não é novidade,
Mas chegou o tempo de se apurar a verdade
De quem é a responsabilidade afinal, dos Portugueses
Dos Americanos, do Bin Laden ou será dos Chineses?
É preciso apurar os responsáveis, para a Culpa se casar.
Ela está solteira com um filho para criar.

Todos querem saber quem é o pai, mas ninguém se quer assumir
Enquanto isso, o país vai ficando pior, os ordenados estão a diminuir
A pobreza a alastrar-se e os ricos continuam a sorrir…

A alegria e a paz tardam a chegar,
E como ainda vão demorar, o melhor é trabalhar
Para não perder o emprego, para não ficar sem o salário
Que só serve para pagar as contas e o consumo diário
Que cada vez é mais curto e tende a desaparecer,
Se a Culpa não encontrar rápido o noivo que a quis esquecer
Deixando este país num caos de grandes dimensões
Que afectou bolsos e carteiras, mas, mais do que isso, afectou corações
De pessoas que lutam todos os dias para que a alegria chegue rápido.

As crianças estão a crescer, sem saberem como será o futuro,
Sem saberem se isto vai melhorar, ou ainda vai ficar mais escuro,
Se os presidentes conseguirão melhorar a situação ou só servem para fazer asneira
E se a Culpa se casa ou morre solteira.
Nós esperamos um futuro risonho, para os nossos filhos, ou até para nós,
Mas para isso é preciso tirar a fala ao rico e dar ao povo voz.
Porque esse povo está cansado de ficar calado,
Está cansado de sofrer e ser massacrado
E não quer esperar muito para ver a Culpa se casar…


Tiago Moreira

Enquanto isso, tudo o que eu quero é fugir
É incrível como estas rimas que escrevi em 2003, se mantêm tão actuais!
30 janeiro 2013 0 poesias

Mais pórticos? Não, Obrigado!


Enquanto isso empresas como a Brisa

enchem os cofres...

Em relação a esta temática há tanta coisa que podia dizer que metade das palavras perderia o valor ao chegar a ouvidos moucos de gente gananciosa sedenta de qualquer dinheiro que seja.

A minha teoria pode parecer um pouco abstracta para os tais “senhores” que fazem os estudos das Estradas de Portugal e afins, mas baseia-se no seguinte: (partindo da ideia que das portagens, em auto-estrada já pagas, já não nos livramos) que tal manter os pórticos existentes com valores mais “simbólicos” (se é que assim se pode chamar) de 20 ou 30 cêntimos por pórtico em vez dos valores estúpidos que se praticam que deixam as auto-estradas às moscas?

Com esta medida, a meu ver, as auto-estradas estariam mais compostas, desimpedindo, assim, as atulhadas “alternativas” estradas nacionais que se encontram degradadas, cheias de semáforos e rodeada de tanta casa. Os acidentes rodoviários e as consequentes mortes na estrada certamente iriam reduzir…

...e temos uma A32 caríssima
"às moscas"
Na minha opinião, a nível económico, esta é uma alternativa viável à colocação de mais pórticos que só levará mais gente para as estradas nacionais, que só deixará (ainda mais) a auto-estrada deserta, que levará tantas pequenas empresas a fecharem portas não por terem produção, mas sim porque não conseguem suportar os imensos custos de transporte que os produtos acarretam.

Continuo a dizer que sou um leigo em questões económicas e políticas, assim como muitos leigos que passam muito para ir trabalhar, fazendo contas e comparando as vantagens e desvantagens entre escapar a portagens ou acarretá-las diariamente. Já não chega de deixar o povo sem um tostão no bolso? Já não chega de pensar que vamos levar este país para a frente de bolsos vazios?

E já agora chega de martirizar o povo do norte não?!
17 dezembro 2012 0 poesias

Afinal que geração somos?

Somos a geração à rasca, a tal geração demasiadamente qualificada para um país de cultura medíocre. Somos a geração que vive com os maiores índices de desemprego que Portugal alguma vez assistiu. Somos a geração que sabe que o “estudar para ser alguém” são tretas do passado. Somos a geração revoltada por não ter em que acreditar e ter que viver com a ideia que não resta muita esperança por estas terras. Somos a geração a quem o Governo pede para apertar os cintos, mesmo quando o dinheiro não chega para comprar umas calças. Somos a geração a quem pedem para ser austeros (sinónimo de rígidos, severos e inflexíveis) e para emigrar. Somos a geração da Troika, do FMI, do TSU, do rating e de todos esses termos caros que até agora ninguém sabia que existiam.

Somos a geração disso tudo que eu referi, mas também somos a geração mimada pelos pais que sempre fizeram das tripas coração para nos dar tudo aquilo que não tiveram oportunidade de ter, pais esses que tentavam proteger ao máximo os filhos das amarguras que a vida de adulto tem. Somos uma geração que passou bem a infância e a adolescência sem a frustração de não ter uns sapatos para ir para a escola, muito pelo contrário…a nossa geração sempre teve mimos consumistas na infância, noitadas e bebedeiras na adolescência, carta de condução, carro, curso, etc. E mesmo quando se depara com o choque do mundo do trabalho, a nossa geração continua a contar com o apoio dos pais que garantem cama, roupa lavada e comida.

Pois é, nós não somos a geração à rasca, à rasca viram-se (e agora ainda se vêm mais) os nossos pais que se esforçaram toda a vida para manter um nível de vida que queremos manter a todo o custo. Perguntem simplesmente a quantos concertos os vossos pais foram e contem a quantos vocês foram…! Não estou com isto a acusar a nossa geração de nada, muito menos a acusar a geração dos nossos pais, porque isto não é uma questão de encontrar culpas, mas sim soluções.

Apesar de sermos uma geração que coleccionou diplomas, "canudos" e demasiadas teorias que pouco valem nos dias de hoje, somos uma geração que tem potencial para levar este país um bom caminho, para pôr em prática o tal do empreendedorismo a que somos associados e para mostrar que não somos apenas uma geração de meninos mimados. A determinação de mudar mentalidades tem que estar presente em todos que estão "à rasca" e é necessário ter a noção que já não existem empregos para a vida, que é preciso “dar o litro” para se ter algo, que é preciso enfrentar a tempestade para se encontrar a bonança...

charlie brown
"It always rains on our generation!"

18 outubro 2012 0 poesias

O QR Code usado na calçada portuguesa

Este país está cheio de gente com boas ideias, está cheio de talentos subaproveitados. Este país peca apenas na ignorância de quem governa. Perdão, não é bem ignorância, porque eles sabem bem o que estão a fazer, não estão é a fazer o verdadeiro objectivo deles, mas isso é outra história...

O que quero destacar aqui é o que se faz de bom neste país e nesse aspecto, se há área em que somos bons, é no turismo. Somos um destino de eleição para europeus e não só e se todos os visitantes estrangeiros continuam a voltar apesar de sermos um país "em pantanas" é porque para além de sabermos promover, sabemos também receber.


A agência lisboeta MSTF Partners criou uma campanha inovadora que combina uma das mais inovadoras tecnologias - o QR Code - com uma das mais tradições históricas nacionais - a calçada portuguesa. Através desta fusão, os turistas, quando fotografam a calçada, ficam com acesso a conteúdos relevantes e culturais sobre o Chiado.

O protótipo deste QR Code foi apresentado em Barcelona dia 10 de Junho, Dia de Portugal, no âmbito de um evento comemorativo organizado pelo Turismo de Portugal. Agora, quem passar pela Rua Garret, no Chiado, terá oportunidade de aceder a conteúdos culturais, turísticos e “informação histórica sobre a Calçada Portuguesa acompanhada de uma sound experience com o som dos calceteiros enquanto colocam a pedra”, explica Tomás Frois, da agência responsável pelo projecto, a Partners.

Mas, melhor do que estar a explicar, é mostrar o vídeo...


O que acham? Uma ideia original ou é a tecnologia a "estragar" a tradição?
20 setembro 2012 0 poesias

Percorrer Portugal numa carrinha "pão de forma"

Não sei de partilham da mesma vontade, mas um grande sonho de Verão que tenho é arranjar uma auto-caravana e andar por esse país fora. Parar onde alma pedisse e acordar com vista para o mar, estilo surfista (mesmo sem o ser). Pois bem, isso foi o que fizeram dois surfistas na tão emblemática carrinha “pão de forma”, deixando a aventura escrita no livro que intitularam “Tanto Mar”.

Este livro conta a aventura de doze dias à descoberta da costa deste país “à beira-mar plantado”. Praias conhecidas e menos conhecidas, tradições litorais e muito peixe foram a imagem de marca desta viagem de Caminha até Vila Real de Santo António, sempre marcadas pelo ritmo lento da famosa carrinha da Volkswagen.

A dupla de "Tanto Mar"

Apesar de vivermos num país pequeno, a nossa costa é rica em diversidade, onde cada praia tem a sua particularidade, senão vejamos: as dunas de São Jacinto (Aveiro) caracterizam-se pela sua “longa planície quase desértica”, em contraste com o estilo urbano que se vive nas praias do Porto e Lisboa. Em Cortegaça (Ovar), os pinheiros estão a cair sobre as dunas, proporcionando um cenário dramático, mas “muito bonito”. Beleza foi algo que encontraram também no pôr-do-sol de Odeceixe, que descreveram como “exibição gratuita e coreografada de monumentalidade”.

Rumo à Nazaré

O objectivo do livro passa por incentivar as pessoas a fazerem este tipo de viagem e o mês recomendado é este em que nos encontramos: Setembro, porque é com as nortadas acabam. O período aconselhado é entre dez e quinze dias. “São umas férias que têm aventura, são muito económicas, muito reveladoras e que estão aqui ao lado. É só preciso quebrar essa fronteira mental que muitas vezes nos impede”.

Granja

Para finalizar, fizeram um top das praias “a mergulhar antes de morrer”: Moledo (Viana do Castelo), Cabedelo (Viana do Castelo), São Pedro de Moel (Marinha Grande), Pedras Muitas (Peniche), Foz do Lizandro (Ericeira), Guincho (Cascais), Costa da Caparica (Almada), Malhão (Vila Nova de Mil Fontes), Odeceixe (Aljezur) e Barril (Tavira).

O Verão está a acabar e as férias provavelmente já se foram, mas fica aqui uma ideia para o próximo ano!

[inspirado nesta reportagem]
16 setembro 2012 0 poesias

10 locais a visitar em Portugal - Distrito do Porto

1. Naufrágio do "Veronése" [N 41° 12.201 W 008° 42.949]
No Inverno de 1913, na zona de Leça da Palmeira - junto ao farol - ocorreu o naufrágio do navio "Verónese". Nesse local rochoso (onde se localiza a Capela de São Clemente), que para sempre vai ficar ligado a esse trágico acontecimento, pode-se ter uma vista magnífica sobre o mar, mas também para o Farol de Leça (construído em 1927, apresentando-se como um dos maior do país) e a Casa de Chá da Boa Nova - obra da autoria de Álvaro Siza Vieira.

Naufrágio do Veronése [Leça da Palmeira]

2. Rotunda dos Pescadores/Anémona [N 41° 10.407 W 008° 41.288]
A rotunda dos Pescadores (que representa uma Anémona) é um grande monumento da cidade de Matosinhos. Este monumento, concebido pela escultora americana Janet Echelman, homenageia os grandes homens dos mar, os pescadores - tão típicos desta região. Por essa razão a sua forma é de uma enorme rede de pesca vermelha. O anel que suspende a rede tem um diâmetro de 42 metros e é suportado por três mastros entre os quais o maior atinge 57 metros de altura.

Rotunda dos Pescadores / Anémona [Matosinhos]

3. Parque e Jardins do Palácio de Cristal [N 41° 08.731 W 008° 37.661]

Os Parque e os Jardins do Palácio de Cristal são um agradável espaço verde localizado na freguesia de Massarelos, em plena cidade do Porto, a partir do qual se desfrutam deslumbrantes panorâmicas do rio Douro e do mar. Estes jardins românticos foram projectados na década de 1860 pelo paisagista alemão Emílio David, para envolver o então Palácio de Cristal, substituído pelo Pavilhão Rosa Mota na década de 1950.

O Rio Douro visto do parque do Palácio de Cristal

4. Parque da Cidade do Porto [N 41° 10.076 W 008° 40.753]

Este, que se apresenta como o maior parque urbano do país, é um local de passeio e comunhão com a Natureza, por excelência. O que torna este parque urbano especial é que, numa área de 83 hectares, é possível esquecer que se está no meio do reboliço de áreas densamente povoadas como são as cidades do Porto e Matosinhos, e apreciar uma paisagem sofisticadamente arquitectada, com lagos, fauna e flora variada. Para além disto, bem perto deste parque temos a praia, o Castelo do Queijo, e o Sea Life (o Oceanário do Porto).

O pôr-do-sol quase a chegar ao Parque da Cidade


5. Piscina das Marés [ 41° 11.570'N   8° 42.466'W]
Apresenta-do como uma obra do grande arquitecto português Siza Vieira, estas piscinas de água salgada, localizadas em Leça da Palmeira, são o local ideal para passar uma tarde de Verão. Construídas na década de 1960, estas piscinas enquadram-se de forma perfeita com a paisagem e são consideradas um exemplar da harmonização dinâmica do espaço construído com as formas criadas pela Natureza e, passados mais de 40 anos, continua de inultrapassável actualidade. 

Piscina das Marés [Leça da Palmeira]

6. Foz do Porto [N 41° 09.447 W 008° 40.942]
A Foz do Douro é um local de excelência para um passeio ao fim de tarde, a um domingo de manhã ou quando a vontade assim o exigir, ou seja, é um local que convida sempre a um passeio. No decorrer desse passeio junto à costa, poderás encontrar a Pérgola da Foz, uma construção emblemática da cidade do Porto e um local ideal para ver um pôr-do-sol.

Pérgola da Foz


7. Nau Quinhentista [N 41° 21.050 W 008° 44.532]
Na cidade de Vila do Conde pode-se encontrar uma réplica de uma Nau Quinhentista, que serve de museu. Aqui, é possível ver os camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo na época das naus originais. Em redor desta Nau podemos desfrutar de uma zona ribeirinha muito agradável e de vários monumentos como a Capela do Socorro, a Capela de Nossa Senhora da Guia e o Mosteiro de Santa Clara. Não muito longe, já numa zona à beira-mar é encontra-se o Forte de São João Baptista, um momento também importante.

Nau Quinhentista [Vila do Conde]

8. Senhor da Pedra [N 41° 04.123 W 008° 39.518]
A praia do Senhor da Pedra, em Gulpilhares (Vila Nova de Gaia) não é apenas um local de destino para os banhistas. Esta praia conta com uma capela, localizada junto ao mar, entre os rochedos, que lhe dá um toque especial. É um local de excelência para quem procura umas belas fotografias, principalmente nas horas de pôr-do-sol. A zona envolvente da praia é também muito agradável e convidativa e vale a pena visitar.

Capela do Senhor da Pedra


9. Parque Biológico de Gaia [N 41° 06.099 W 008° 33.711]
Primeiro centro permanente de Educação Ambiental do país, o Parque Biológico de Vila Nova de Gaia consiste numa área agro-florestal com 35 hectares, onde vivem em estado selvagem centenas de espécies de animais e plantas. Este parque é o local ideal para quem quer passar uma tarde relaxante, longe das grandes confusões e bem perto da natureza. Aqui poderás encontrar uma variedade de espécies de animais e muita informação sobre fauna e flora. Como alternativa, poderás encontrar - a alguns quilómetros de distância - o Zoo Santo Inácio.

Exposição Biorama no Parque Biológico de Gaia

10. Cais de Gaia/ Serra do Pilar [ 41° 8.290'N   8° 36.485'W]
Não é por acaso que o Mosteiro da Serra do Pilar é usado como imagem de marca do Município de Vila Nova de Gaia. Pois, para além deste ser um belo exemplo de património arquitectónico do concelho, é também um dos locais onde se pode vislumbrar uma magnífica paisagem sobre o Douro. Se isto é isto que podemos encontrar a alguns metros de altitude, o que fica por baixo, junto ao rio, não lhe fica atrás a nível de beleza paisagística. Aqui, poderás encontrar o Cais de Gaia, um local de referência para um belo passeio à beira-rio, um jantar no fim de tarde de Verão ou para tomar um copo à noite. A ligar este dois pontos de referência, existe agora um teleférico.

nasce um brilho nos meus olhos...quando vejo paisagens como esta!
03 agosto 2012 1 poesias

Férias no Algarve em 10 fotos

No seguimento do post anterior, fica aqui algumas fotos que tirei durante as férias. Não foram muitas, mas já dão para perceber o valor do nosso país, nomeadamente das praias algarvias. Aqui fica:

Praia de Olhos de Água (Albufeira)
"Trata-se duma praia muito frequentada, dado o seu carácter urbano e turístico, dispondo de uma praça central com esplanadas de onde se pode contemplar o mar e um pequeno passeio pedonal pela frente de mar, ladeado por palmeiras."
[daqui]

Castelo de Loulé
"O que nos resta do castelo e das suas muralhas atesta a importância que teve no contexto islâmico, quer pelas dimensões da cerca muralhada, quer pela relevância artística e arqueológica dos materiais identificados."

Praia de Santa Eulália (Albufeira)
"Praia de arribas baixas envolvida de uma atmosfera verde e fresca do pinhal circundante. O areal é amplo, com muitos recantos simpáticos, oferecidos pelas formações rochosas. Uma linha de palmeiras altas ladeia um pequeno passeio pedonal na zona central de praia.
Infraestruturas de Apoio: Estacionamento amplo, restaurantes, WC, vigilância na época balnear."
[daqui]

Praia da Rocha (Portimão)
"A praia da Rocha é uma praia no concelho de Portimão, no Algarve (Portugal). Esta praia tem uma grande extensão de areal, numa área total de cerca de 146 000 m², ao longo de 1,5 km de costa. Junto à praia ergue-se a Fortaleza de Santa Catarina, construída no século XVII para assegurar a defesa da barra do rio Arade."
Praia da Rocha (Portimão)
"A praia deve o seu nome às rochas que se encontram entre o areal e o mar. É uma das mais famosas do Algarve, senão mesmo de todo o país. Todos os anos, durante o Verão, a praia enche-se de turistas vindos de todo o mundo e, apesar da sua grande extensão, é raro não ficar apinhada de gente. Nos últimos anos, tem recebido o Mundialito de Futebol de Praia, que se joga num estádio construído para o efeito e que tem capacidade para 3000 pessoas."


Praia dos Três Castelos, Portimão
"O percurso junto à praia que liga a praia de Careanos à praia dos Três Castelos é muito bonito, existindo um miradouro para melhor desfrutar dessa bela paisagem."

Praia de São Rafael (Albufeira)
"Praia enquadrada por arribas calcárias de tons quentes e por manchas de pinhal e enormes arbustos de aroeira. As águas transparentes permitem a exploração da vida marítima que se esconde nas rochas submersas."
[daqui]
 
Praia dos Pescadores (Albufeira)
"Esta mais que nenhuma outra praia, tem o nome bem atribuido. Este é um espaço onde reinam pescadores, barcos e barcaças, redes de pesca e todo o material característico ao oficio.
Um praia pitoresca pela singularidade da paisagem que se nos oferece.
As próprias casinhas de madeira, que servem de armazém, têm a sua tipicidade característica da zona.
Não será a Praia dos Pescadores a mais procurada por veraneantes, dada a azama dos mesmos, mas é certamente um local a visitar."
[daqui]
Rotunda dos Relógios (Albufeira)
Uma das particularidades que mais gosto em Albufeira são as rotundas: seja a dos golfinhos que, ao que parece, representam Setúbal, seja a das minhocas que representa Lagos ou esta, a dos relógios que, pelo que aqui diz, representa Cantanhede. O certo é que admiro a criatividade de todas.

Mercado de Loulé
"O Mercado de Loulé situa-se num edifício emblemático do início do século XX, cuja construção data de 1908. Ele é facilmente identificável pela sua traça exterior e pelas suas imponentes cúpulas avermelhadas. Este espaço central da cidade atrai milhares de visitantes não só pelo seu valor arquitectónico e patrimonial, mas também pela sua funcionalidade. Aqui é possível encontrar uma grande variedade de produtos frescos da zona rural do concelho." 
[daqui]
01 agosto 2012 0 poesias

Portugal, o melhor destino

Este blog não morreu (pelo menos, por enquanto)! O que me leva a não escrever mais regularmente neste espaço é o mesmo de sempre: falta de tempo. Mas, desta vez, foi também devido ao período de férias de uma semaninha.

Férias essas que foram invariavelmente à boa maneira tuga: no Algarve. E, se por um lado, o típico tuga peca na originalidade de escolha do destino (muito por culpa da crise), por outro, gasta o (pouco) dinheiro que tem para férias no no país que critica todo o ano, reconhecendo-lhe, assim algum valor.

Eu, por enquanto, integro naquele leque de pessoas que nunca fez férias no estrangeiro. Não por falta de vontade, confesso, mas sim porque nunca surgiu tal oportunidade. E, como sempre cá estive, aprendi a dar valor ao que nós temos - que é não é tão mau como pintam.

Aqui temos praias deslumbrantes (perguntem lá aos ingleses!), temos uma gastronomia única, uma cultura de acolhimento que, por vezes, até cansa - quando vemos tudo em inglês no nosso próprio país. Só cometemos um pequeno lapso no meio disto tudo: temos falta de orgulho!

Se és uma dessas pessoas que sofre dessa lacuna na personalidade, fica com este vídeo da amiga Angela Markel, mas calma! Não é fácil mal de Portugal, muito pelo contrário! Grava este momento único na memória em que a "Senhora da Europa" fala bem do nosso país:


Deste discurso, destaco simplesmente uma expressão muito importante que deve ser suficiente para encher o peito de orgulho de qualquer macho digno desse nome: "A chouriça (portuguesa) é muito melhor que a alemã!". Este é um factor que até faria Merkel mudar-se para cá. E, se nós podemos gabar de termos mulheres lindas no nosso país, podemos agora afirmar ao mundo que os alemães têm mais dinheiro, mas não têm a melhor chouriça!
28 junho 2012 1 poesias

A importância de um abraço


...e todo o Português que sofreu ontem a ver o jogo, bem que merecia um abraço sentido!
08 junho 2012 1 poesias

O Governo e os feriados

Ontem foi feriado...aquele que, para o ano, já não há. Como sempre, aproveitei para passear e deu para perceber a quantidade de pessoas que, como eu, também o faziam. E, acima de tudo, a quantidade de pessoas que consumiam/investiam.

Esse tipo de pensamento é algo que não paira na cabeça nos governantes, os mesmos que pensam que é melhor ter mais um dia de trabalho (na maioria dos casos, contra a vontade) do que fazer com as pessoas aproveitem para investir nos comércios do país. 

É certo que cada vez temos menos poder de investimento, mas também é certo que não é por trabalhar mais - e consequentemente, investir menos - que o país vai para a frente.


02 maio 2012 1 poesias

O que eu tenho a dizer sobre o Pingo Doce

Muito já se falou sobre a campanha de marketing do Pingo Doce e muito ainda se irá falar. Isto, só por si, descreve a campanha como muito bem conseguida

Os responsáveis pela mesma devem estar, apesar de tudo, extremamente contentes por teres atingindo o seu objectivo (para não dizer, ultrapassado as melhores expectativas). Não vi nenhum daqueles anúncios irritantes da marca a divulgar a campanha, o que prova que a publicidade "boca-a-boca" foi um sucesso (e sem custos) e o retorno em "publicidade" gratuita (telejornais, imprensa, redes sociais, etc.) foi de uma dimensão gigantesca

É certo que muita dessa "publicidade" é a criticar o facto da cadeia de hipermercados não ter consigo dar resposta às necessidades de consumidores com sede de poupanças à grande e de praticar concorrência desleal. Mas, certamente as pessoas que saíram de lá com sorriso no rosto - enquanto empurravam o seu carrinho atolado - não tiveram razão de queixa (a não ser as filas intermináveis e a falar de stock provocada por uma acção fora do comum).

Passou a imagem que o Pingo Doce se preocupa com os portugueses em tempo de crise e passou a ideia que é uma cadeia de hipermercados associados à poupança. Fez com que as pessoas vejam a marca com outra cara e a tenham na memória no momento em que pensarem fazer compras. Foi um fenómeno social fora do comum (diria que foi uma espécie de simulacro de resposta a uma catástrofe) e deixou o Dia do Trabalhador para segundo plano.

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