Apesar de sentir o frio a inundar todo o meu corpo,
É uma brisa que me acalma e me tranquiliza.
Uma brisa que vem acompanhada de um espírito de liberdade e juventude.
Espírito que eu gostava de sentir todos os dias para o resto da minha vida,
Para esquecer esta sociedade cinzenta que corre sem saber para onde ir,
Que se afoga em si mesma vagarosa e propositadamente.
Não! Eu não quero ser mais um a respirar esse bafo intragável das cidades.
Quero ser simplesmente aquele menino que vive na vila
E se fascina cada vez que vê o mar, cada vez que vê a lua,
Cada vez que revê uma paisagem…
(…)
A cada novo dia tudo nasce, tudo cresce, tudo morre,
Mas eu não quero que este espírito infantil que me invade morra
E, se alguma vez isso acontecer,
Fica nestas linhas o meu pedido de socorro
Para que não me façam perder este olhar de criança
Que apenas quer ver o pôr-do-sol e sentir a brisa do mar,
Enfim, viver a vida!
Por isso, Deus se quiseres fazer de mim uma pessoa séria,
Não o faças hoje…
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