08 julho 2009 0 poesias

Estou vivo

O oceano emociona-me,
assim como as rimas pobres:
amor e flor,
coração e paixão,
por exemplo.
Odeio injustiças, mas cometo-as
fingindo desconhecimento.
Eis a minha única certeza:
tarde ou cedo,
serei triturado pelo velho moinho da morte,
cujas velas reinas, obscenas,
sobre todo o azar
ou sorte.
Mas estou vivo
e estou no mundo.
Ignorante e sábio,
doce e agressivo,
cobarde e capaz
de descobrir a coragem
no fundo do medo,
ingénuo e cínico,
em incessante aprendizagem:
eu, a medida de todas as coisas.

in "Auto-Retrato" de João Melo


imagem daqui


01 julho 2009 1 poesias

Francesinhas

Um verdadeiro vício...
Alinhar à esquerda


Só de pensar, já abre o apetite...

Mas não te preocupes que tu consegues ser mais viciante...

26 junho 2009 3 poesias

Memórias

Tenho saudades, não posso dizer que não, daqueles dias de caloiro em que ainda torcia o nariz em dias de praxe, mas que, no fundo, acabava por gostar; do grande aluvião onde cantava até não conseguir mais; do meu baptismo e dos baptismos dos “meus” caloiros, onde me sentia parte de uma irmandade privilegiada; daqueles primeiros jantares em que não bebia até aos jantares que só não bebia o que não podia; daqueles projectos onde tudo corria mal nas piores alturas possíveis, daquelas semanas do enterro que pareciam a loucura total...

Faz-se falta...os desfiles do enterro em que eu cantava com toda a garra todas as músicas desse curso que é nosso; daqueles jantares lá em casa cheios de animação; daquelas saídas à noite para a praça para beber aqueles shots do KGV, daquelas publicidades e curtas feitas às três pancadas...

Ficaram na memória aquelas idas ao Ramona à noite, só porque dá vontade; os cafés descontraídos no Tuareg; as idas à Barra para ver o pôr do sol ou simplesmente para pensar na vida; o traje!; daquele Beira-Mar vs Benfica; do cachecol do Cucujães e da bandeira do South Park (que toda a gente criticava); daquelas noites a ver filmes; da Feira de Março; das refeições da cantina; do campus em geral e do DECA em particular...do meu apartamento com tantas histórias para contar...

Enfim...guardo no coração Aveiro e todos aqueles que contribuíram para que tudo fosse especial!


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É como Tomé...

...ver para crer! Só me acredito quando vir o rapaz a jogar com a camisola do Benfica...


11 junho 2009 0 poesias

As compras

Paco Underhill, autor de livros como A Geografia das Compras ou A Ciência das Compras deu uma entrevista à revista Sábado para falar nesse preciso tema: as compras.

Somos uma sociedade consumista, mas na maioria das vezes não pensamos nas questões que envolvem o acto da compra: como comprar? Onde comprar? Porque comprar? Será que preciso mesmo ou faço só por diversão? Mas este antropólogo esclarece também outras questões: o que detestamos mais numa loja? Detestamos que a troca do dinheiro pelo produto seja descuidada; a sujidade das lojas; as falhas de stock (quando encontramos uma roupa que queremos e não há o nosso número); lojas grandes (em que uma pessoa quase que se perde) e falta de empregados ou empregados mal educados.

O consumidor também dá grande importância ao toque, como por exemplo, o facto de algumas pessoas gostarem de sentir e cheirar os livros. O autor acrescenta um facto interessante: “se imaginasse o número de mãos que passaram pelo último batom que comprou, seria o suficiente para o querer desinfecta-lo com lixívia”.

No que respeita à diferença entre o homem e a mulher no acto da compra, o autor diz-nos que: “os homens compram caçadores: querem encontrar o alvo e sair porta fora o mais rápido possível. Mas as mulheres podem ir ao centro comercial e passar uma tarde óptima, sem comprar nada, porque as mulheres têm o prazer só no acto de olhar”.

O autor destaca ainda um ponto extremamente importante: locais para os maridos/namorados esperarem. Podiam ser criados de três tipos: um de longa duração (cerca de 25 minutos), um local sossegado para eles lerem o jornal ou falarem ao telemóvel; um de média duração (cerca de 10 minutos), à porta das lojas de senhora, onde os homens não querem entrar ou se sentem desconfortáveis (como as lojas de lingerie) e um de curta duração, dentro das lojas, à porta dos provadores.

E para finalizar, deixo aqui apenas uma frase: “as mulheres querem a opinião da amiga, da irmã, da filha. Dos maridos, não querem a opinião, querem é a aprovação. ‘Gostas? OK, passa para cá o cartão’”.

Boas compras de feriados!




03 junho 2009 2 poesias

Locais a visitar

Um dos meus passatempos preferidos é, sem dúvida, viajar...adoro passear, conhecer novos locais, novas culturas e novas gentes. Por mim, sentia um "ar" diferente a cada novo dia, mas a vida assim não o permite, pois o tempo livre não estica, muito menos o dinheiro...e vai-se adiando esta e aquela viagem.

No entanto, há sempre a possibilidade de ir a um ou outro sítio num passeio de fim de semana e há tantos locais tão belos neste nosso país que por vezes dão vontade de simplesmente sentar, relaxar e simplesmente contemplar a vista (sem pensar em mais nada)!

Ora aqui estão alguns exemplos de locais onde estive ultimamente e recomendo:


Gerês (vista do Santuário de São Bento da Porta Aberta)


Capela do Senhor da Pedra (Miramar)


Frecha da Mizarela (Serra da Freita - Arouca)


Rio Douro visto de Castelo de Paiva (junto à capela de São Domingos da Serra)


Palácio Hotel do Buçaco

Ficam aqui estas sugestões de locais que pode aproveitar para visitar no fim de semana ou nos dois feriados seguintes que por aí vêm...o importante é aproveitar a vida!
23 maio 2009 0 poesias

Escreva

Escrevo sempre, e acho muito importante escrever. Se pudesse dar um conselho, diria a todo mundo: escreva. Seja uma carta, ou um diário, ou algumas anotações enquanto fala ao telefone - mas escreva.

Se você quiser entender melhor seu papel no mundo, escreva. Procure colocar sua alma por escrito, mesmo que ninguém leia - ou, o que é pior, mesmo que alguém termine lendo o que você não queria. O simples fato de escrever nos ajuda a organizar o pensamento e ver com clareza o que nos cerca. Um papel e uma caneta operam milagres - curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida.

A palavra tem poder. A palavra escrita tem mais poder ainda.

Paulo Coelho



Bom fim de semana!
18 maio 2009 0 poesias

A vida (pelas leis do Garfield) - Parte 11



A segunda-feira é aquele dia em que...não sei como dizer...parece que custa mais! Depois de um fim de semana a passear por locais bonitos como Aveiro, Figueira da Foz e Buçaco...acordar cedo para começar a semana é sempre complicado...principalmente a deitar tarde e a acordar cedo...no entanto, por vezes temos que estabelecer prioridades entre o descanso e o aproveitar a vida e eu, este fim de semana, optei pela segunda opção.

Boa semana para todos!
08 maio 2009 1 poesias

Livro de reclamações infantil

Depois de ter recebido das minhas amigas NTCianas do coração o livro Livro de Reclamações das Crianças (de Eduardo Sá), dei por mim a lê-lo e a ver as opiniões que muitas crianças têm em relações aos pais e, essencialmente, a maneira pura e ingénua com que o dizem.

Como não sou pai, este livro é meramente educacional no que respeita à educação e à mente das crianças, mas é um livro que recomendo a qualquer pai a ler, pois certamente que irá reflectir sobre algumas situações que passam despercebidas por falta de tempo, de disponibilidade ou, por vezes, intencionalmente...

Destaco aqui alguns exemplos que gostei particularmente, neste livro de linguagem simples e directa sobre o que são os adultos:

Um adulto é uma pessoa que trabalha para comprar um carro todo equipado. De resto, é uma pessoa igual às outras.
Luís, 10 anos

Não acho justo vir todos os dias para a escola...porque eu queria ficar em casa com o pai e com a mãe.
Pedro, 4 anos

Eu gostava de estar mais tempo com a minha mãe. Eu estou na escola, depois no A.T.L., e depois vou para casa e espero que chegue. Depois jantamos, mas vou logo para a cama. E é sempre assim...
João, 10 anos

Não gosto que me dêem pontapés. Não gosto que o meu pai ou a minha mãe me batam, porque dói. Eles podiam sentar-me de castigo no sofá, a ver televisão.
Armando, 6 anos


Os adultos dizem para nós não gritarmos mas, depois, são eles que gritam. Às vezes a minha mãe diz: "João, não grites que me dói a cabeça!" e depois chama-me "JOOOÃÃÃÃOOO"
João, 10 anos


Agora podem-se rir um pouco e pensar na verdade destas reclamações...bem ajam!


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Peregrinos

É extremamente impressionante (talvez não seja este o melhor adjectivo, mas é o que vem agora à mente) ver os inúmeros peregrinos que rumam a Fátima nesta altura do ano. Basta uma pequena viagem pela IC2 e percebe-se que milhares de pessoas rumam a esse local de culto religioso, enfrentando condições adversas, problemas físicos (e psicológicos) e muitas outras consequências de um longo caminho feito a pé. Isto tudo pela fé...quer dizer, porque, num momento de aflição prometeram e foram "ouvidos"...e estão a pagar com o próprio sacrifício.

Se por um lado admiro esse facto de enfrentar o esforço, o desconhecido, o medo; por outro lado censuro um pouco a ideia de as pessoas se exporem a tamanho sofrimento (podendo inclusive vir a ter problemas no saúde à custa dessa caminhada). Por mim, a fé não se baseia em sacrifícios, mas sim em boas acções e, se as pessoas acreditam em algo superior e que foram ouvidas nas suas preces, deviam retribuir com gestos vindos do coração, dando mais de si aos outros, tentando resolver muitas coisas...mas isto sou eu a dizer.

O ponto que eu quero chegar é, resumidamente, o seguinte: apesar de sentir um bom espírito que se vive numa peregrinação onde milhares de pessoas rumam ao mesmo destino, penso que as pessoas deveriam optar por outro tipo de soluções quando fazem as suas promessas, pois estas podem dar a origem a outras...(se é que faço entender).

Não sou exemplo para ninguém e esta é apenas a minha opinião, por nisso, neste momento apenas desejo um bom fim de semana para todos e uma boa viagem para todos esses peregrinos que neste momento estão na estrada rumo ao seu destino...


Foto daqui


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