05 dezembro 2010 0 poesias

Como seria o mundo sem o Google?

É uma eterna pergunta que nos vem à ideia algumas vezes. A resposta é simples: era mais triste e muito complicada.

Lembro-me perfeitamente de quando tinha que fazer trabalhos e ainda não havia Internet (ou melhor que isso, ainda não havia computadores): 
- os trabalhos todos escritos à mão e quando havia um erro não havia Ctrl-Z e lá se tinha que pôr corrector ou, muitas das vezes, passar tudo outra vez;
- na bibliografia não constava Wikipedia ou Google - era uma enciclopédia ou simplesmente o primeiro livro que vimos na biblioteca a falar sobre o assunto;
- imagens? era fotocópias desses livros recortadas e coladas no trabalho (o que por vezes ficava grande cagada, diga-se);
- não havia corrector ortográfico para corrigir os erros que se escreviam nos trabalhos; 
- se fosse preciso falar com alguém, não havia mails, nem contactos disponíveis online - tinha-se que ir ao local ou, na melhor das hipóteses, ir às páginas amarelas arranjar o telefone;
- fotografias? era tirar uns dias antes, ir ao fotógrafo leva-las e rezar que estivessem bem tiradas.

Enfim, hoje em dia os trabalhos fazem-se com um pouco de imaginação e de copy-paste, enquanto antes até o copy-paste era difícil...


04 dezembro 2010 0 poesias

A vida (pelas leis do Garfield) - Parte 17

Com este calor esquisito frio que tem estado, só dá vontade de ficar de baixo dos lençóis que estão tão quentinhos. Não é preguiça...naa! Não tem nada a ver com isso, é mais porque o frio congela os movimentos e não dá vontade de fazer nada...


30 novembro 2010 1 poesias

Desenhos Animados na vida real

Quando se juntam os desenhos animados a fotografias consegue-se algo de grande qualidade, como isto:







[mais aqui]
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Fotos que mudaram o mundo

A fotografia é um dos grandes elementos de comunicação dos nossos tempos. Toda a gente sabe o quanto vale uma imagem e certas imagens são intemporais e podem mesmo mudar o mundo e a opinião pública. Aqui ficam cinco exemplos:

Guerrilheiro Heróico” de Korda
É, sem dúvida, a imagem mais reproduzida de toda a história e expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas as suas interpretações. A foto do famoso guerrilheiro argentino, Ernesto “Che” Guevara, com um olhar distante, de cabelos longos debaixo de uma boina com uma estrela, é da autoria de Alberto Diaz, mais conhecido por Korda (que não recebeu nem um tostão pela foto). A imagem, intitulada de “Guerrilheiro Heróico” foi obtida em 1960, durante a cerimónia fúnebre pelos guerrilheiros cubanos que perderam a vida na Revolução.


The Falling Man” de Richard Drew
Já foi em 2001, mas certamente há algumas imagens da queda das torres gémeas em Nova Iorque que ainda estão vivas na memória de muitas pessoas. Para além dos ataques dos aviões às torres, há também uma imagem que marcou esse dia: o desespero das pessoas que se atiravam dos arranha-céus para não morrerem carbonizadas. Mas esta foi, uma imagem que foi muito censurada para dar lugar aos “actos heróicos” dos americanos.


O Rebelde desconhecido” de Jeff Widener
A imagem, também intitulada de “O homem do tanque”, mostra um homem que, a 5 de Junho de 1989, avançou para a frente dos tanques do exército popular chinês e não se desviou, obrigando-os a parar. O mundo assistia pela televisão, em suspenso. O homem carregava dois modestos sacos de plástico; vestia umas calças pretas e uma camisa branca, anónimas. O tanque que liderava a coluna desviou-se; o homem desviou-se também. O tanque voltou a desviar-se, o homem acompanhou. Depois, subiu à máquina de guerra, trocou algumas palavras com o militar que a ocupava, desceu, e rapidamente desapareceu entre a multidão, puxado por alguns homens, possivelmente das forças de segurança.


“O beijo em Times Square” de Victor Jorgensen
A 14 de Agosto de 1945, um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. Até aqui nada demais, o mais peculiar desta foto é o facto de os dois personagens serem perfeitos estranhos, acabados de se encontrar. A fotografia passou em a ser uma grande analogia à excitação e paixão que significa voltar a casa, depois de passar um longo período fora, assim como a alegria do término de uma grande guerra.

A menina afegã” de Steve McCurry
Esta menina afegã, fotografada em Junho de 1984, tornou-se numa das capas mais famosas da revista “National Geographic” e do mundo. É impossível ficar indiferente a este rosto de olhos verdes tão expressivo. Naquele ano, a menina tinha 9 anos e ninguém sabia o seu nome, nome este que só foi conhecido em 2002, depois de 17 anos de busca: Sharbat Gula.



[adaptado daqui]

Boa semana para todos!
26 novembro 2010 1 poesias

Ode ao amor

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer"

Florbela Espanca


Bom fim de semana...

25 novembro 2010 1 poesias

O mundo está mesmo perdido

 

"O actor Michael Brea, que participou na série «Betty Feia» e no filme «Step Up 3 D», foi detido pela polícia de Nova Iorque após ter assassinado a sua mãe com uma espada de samurai.
Segundo o relatório policial, Michael, de 31 anos, «prendeu a sua mãe e depos matou-a com uma espada de samurai enquanto proferia passagens da Biblía».
Alertados pelos vizinhos, que ouviram gritos no apartamento da mãe do actor, Yannick Brea, de 55 anos, os agentes de autoridade entraram no apartamento, tendo imobilizado Michael com um Taser.
O corpo de Yannick foi encontrado decapitado e com várias perfurações. O actor foi escoltado pela polícia a uma instituição psiquiátrica para ser examinado."
O facto de matar a mãe já não me estranha....agora com uma espada de samurai! Essa é nova para mim... enfim...se calhar andava a ler o Apocálipse!
18 novembro 2010 0 poesias

O paraíso e o inferno

"Os homens sentem uma grande atracção pela esperança e pelo receio, e uma religião sem inferno nem paraíso não poderia agradar-lhes de modo algum"
Baron de Montesquieu

A religião é um tema que desperta sempre grande controvérsia e em que cada um tem o seu modo de ver as coisas. Respeito todas as perspectivas, independentemente de concordar ou não com elas, porque é daqueles temas sobre o qual o não existem verdades exactas.

Ao ler esta frase, senti que alguém entende a minha perspectiva em relação à existência de um paraíso e de um inferno: são fruto de esperanças e receios do homem. Desde novos somos ensinados de que se nos comportarmos mal vamos para o inferno e que se formos bonzinhos temo um lugar garantido no paraíso. Isto, depois de passar pelo tal de juízo final. Mas isso da bondade e da maldade é tão relativo...

Não concordo com esta maneira de ver as coisas, porque a ideia de haver uma espécie de julgamento que decide a tal vida depois da morte para as pessoas, escasseia um pouco de sentido (entre tantas outras coisas inerentes à religião). Não viemos todos parar ao mundo da mesma maneira? Então porquê complicar depois? 

Enquanto isso, sei que, por defeito, tenho um lugar garantido no inferno...


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Uma nota rápida

Hoje só apetece esfregar isto na cara dos espanhóis e na cara daqueles que queriam ser espanhóis! Aljubarrota versão Estádio da Luz! Para compensar o (grande) golo mal anulado...levaram quatro na bagagem! PORTUGAL!
13 novembro 2010 1 poesias

Ao ritmo da vida

Chega-se a um ponto da vida em que começamos a ver os amigos da infância/adolescência/juventude a organizar a vida e a fazer o que a sociedade afirma que é politicamente correcto, isto é, casar, ter filhos , comprar casa, etc. e tal e inquietamo-nos com a ideia e a meditar sobre o quando será o início da verdadeira fase adulta. 

Sinto-me velho nestes momentos, confesso que sinto. Sinto que me falta um objectivo de vida no que diz respeito à sociedade, é um facto. Mas a única coisa que me preocupa neste momento é aproveitar a vida enquanto posso e, simplesmente, ser o melhor profissional possível a fazer aquilo que gosto. Não é uma questão de não ter os objectivos standard referidos em mente, é uma questão de que procuro gozar aquilo que a vida me dá nesta altura do campeonato e deixar as partes secantes para depois.

Hoje em dia, as pessoas acabam por querer viver à pressa, a comprometer-se simplesmente pelo facto de terem medo de ficar sozinhas, porque o amor é, cada vez mais, um mito. Vemos casais a divorciarem-se a todo o momento, porque, muitas das vezes, caiem na ilusão que irá ser aquilo o segredo da sua felicidade e a salvação para uma possível solidão. São esses casais que ficam sufocados pelo compromisso que um casamento exige, são esses que guardam na consciência o eterno dilema de que não aproveitaram a vida como deviam.

Podem pensar que estou a dizer isto pelo facto de estar sozinho. Não se prende com isso, prende-se com o facto de não querer viver a vida em modo acelerado, não entrar no ritmo desta sociedade que parece querer adoecer com o stress quotidiano. Quero simplesmente saborear o momento, como quando saboreamos  calmamente um bom chocolate e queremos que aquele momento nunca acabe.
12 novembro 2010 0 poesias

Alegria, sentimento complexo esse

“Apaga com um sorriso, toda a tristeza que te invade a alma. Assim não darás aos que te odeiam a alegria de te ver chorar, mas darás aos que te amam a alegria de te ver sorrir.”  
Autor Desconhecido

Há pessoas que se concentram tanto nas tristezas que acabam por entrar num ciclo vicioso de amargura e melancolia e deixam de perceber que essa atitude não resolve em nada os problemas, muito menos a tristeza. Muito pelo contrário…só atrai ainda mais energias negativas.

Tenho problemas (como toda a gente os tem), tristezas não me faltam, alegrias escasseiam…no entanto não me perco em mágoas e desgostos, a chorar e a martirizar-me, simplesmente tempo dar valor às pequenas alegrias da vida, com aquele sorriso (parvo) na cara que deixa algumas pessoas (invejosos, no fundo) um pouco incomodadas.

Olho para um lado e não vejo ninguém, para o outro idem e então para que vou cair na tristeza numa busca de atenção que acaba por ser sempre frustrada (isto serve também para aquelas pessoas que se queixam repetidamente nas redes sociais suplicando por atenção).

Como já começo a divagar, o importante a realçar aqui é o velho ditado que nos diz que “tristezas não pagam dividas” (infelizmente) e que o que levamos desta vida são os pequenos sorrisos que levamos na memória no momento do adeus.

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