17 junho 2011 1 poesias

Eternamente imperfeito

“Don’t be so damn hard on yourself. Yeah, you screwed up. You’re not perfect, fine. Learn from it. But don’t punish yourself. Be kind to you, even when you screw up. You’ll bounce back eventually. You’ll make up for it.”
Stephanie Klein

Por vezes martirizamo-nos com erros que vamos cometendo ao longo do percurso (e sim, algumas pessoas exageram mesmo no drama). Não faz parte do plano errar? Não é uma grande característica do homem ser imperfeito? Então porquê essa busca da perfeição?

É preciso ter a noção que, muitas vezes, ganhamos muito com os nossos erros – por vezes, até mais do que se não errássemos. O importante é importante tirarmos lições valiosas de todas as experiências, pois a vida é um daqueles cursos que somos obrigados a abandonar sem ter acabado. 

Não podemos baixar os braços a cada dificuldade, a cada bofetada da vida. São esses momentos que definem os fortes e os corajosos. E, por muito que a minha me queira esmorrar, eu estou cá para aguentar com tudo e seguir em frente sempre à espera de dias melhores

13 junho 2011 1 poesias

Saber reconhecer o valor

Com a época fracassada (para não dizer miserável) do Benfica, desliguei ainda mais do futebol. É daquelas coisas que até gosto, mas que está longe de ser um vício. No entanto, tento estar sempre a par das novidades do tal “desporto rei”, nomeadamente desse clube que este ano fez o favor de me dar algumas “amarguras”. 

Uma das questões que têm vindo na imprensa desportiva, nos últimos tempos, é a dispensa de Nuno Gomes por parte do Benfica. Trago este assunto aqui porque, para mim, isto é daquelas coisas que ultrapassa o futebol, é uma questão de gestão, uma questão de valores de gratidão, de espírito, de um amor à camisola que vai deixando de existir


Neste aspecto o Benfica tem pecado e muito nos últimos anos (algo em que o F.C. Porto não falha). Dispensar um jogador como o Nuno Gomes não é apenas dispensar um jogador que não tem valor suficiente para estar no plantel (porque até o tem), é dispensar um capitão, um líder, uma referência do grupo, uma pessoa (atenção para o facto de falar enquanto pessoa e não enquanto jogador) que tem amor ao clube, que jogou pelo Benfica, fez a sua experiência em Itália e que voltou com a mesma pujança de outros tempos, pujança essa que, ainda esta época, mostrou estar viva.

Não é com mais jogadores brasileiros e argentinos de valor duvidoso que o Benfica vai a algum lado. É preciso ter em conta que dá tudo de si ao grupo, quem ainda sabe o quais são os verdadeiros valores que são precisos para singrar.

Assim como no Benfica, isto é algo que se pode aplicar a tantas empresas que não reconhecem valor às pessoas que dão tudo de si, e que, apesar de tudo, continuam a lutar e…no fim, acabam por sair…
11 junho 2011 1 poesias

Falta de patriotismo

Vasculhando aqui nos meus documentos, acabo por encontrar velhas relíquias que já nem me lembrava que existiam. Em 2008, estive para colaborar no jornal de Cucujães e, para tal, escrevi dois pequenos textos de opinião. Aqui fica um deles:

Um sentimento que invade este país é a falta de patriotismo. Isto não é de agora, por isso não podemos associar a crise económica do momento à nascença deste sentimento. Aliás, desde que eu me conheço como gente, que o português tem essa característica como marca do seu estereótipo. 

Um português enverga sem problemas a bandeira dos EUA e mostra relutância ao colocar uma bandeira de Portugal ao peito ou à janela. Até o próprio hino já não inunda a caixa toráxica dos portugueses de orgulho. 

Esta falta de patriotismo dá origem a uma baixa auto-estima que nada traz de bom para o desenvolvimento do país, contribuindo, cada vez, para o enfraquecimento do mesmo. Os dias são cada vez menos risonhos no país à beira-mar plantado.

Vocês perguntam o porquê de eu expor este tema neste jornal sobre Cucujães. Eu faço o favor de responder a essa mesma pergunta: o facto é que se verifica o que referi a nível regional, isto é, vulgarmente vemos cucujanenses que parecem não ter orgulho não chão que pisam.

Tenho pena que muitos cucujanenses se denominem de sanjoanenses (será que Cucujães agora faz parte de território sanjoanense e eu não sabia?) ou então de oliverenses (mesmo pertencendo ao concelho de Oliveira de Azeméis, penso que Cucujães, como freguesia com cerca de 11 mil habitantes, tem uma palavra a dizer, não?). Não censuro quem o faz para efeitos meramente geográficos, isto é, para indicar a localização desta linda vila, mas, excluíndo essa situação, não vejo razões para o fazerem. Terá uma conotação negativa ou estará fora de moda viver numa vila humilde?


Durante três anos estudei e morei em Aveiro e, todos que comigo partilhavam momentos, tinham a noção de que eu era um cucujanense orgulhoso nisso mesmo, nunca me intitulei de sanjoanense, feirense ou oliveirense (local do meu nascimento). Para além de tudo isto, tinha a noção que Aveiro, como cidade, me oferecia muito mais do que Cucujães me podia oferecer, mais havia sempre algo que faltava ali - o orgulho nas raízes, a saudade do lar e simplicidade da “santa terrinha”.


07 junho 2011 0 poesias

Mesmo, mesmo


Este é só para ti...tu sabes porquê...(com curva melódica)
04 junho 2011 1 poesias

Hot wheels, de parabéns!

Há que dar os parabéns à maneira como a Hot Wheels tem-se destacado na maneira como tem divulgado a sua marca nos últimos tempos. Tem apostado em publicidades geniais, passando o mundo dos seus carrinhos de brincar para o mundo sério.

Senão vejamos: utilizando uma maneira simples de publicidade – o outdoor – aliado à criatividade (para não dizer um toque de genialidade), criaram inicialmente um outdoor no formato de uma criança que “observava” o trânsito que por lá (na Cidade do México e de Guadalajara) passava. Posteriormente, pegaram no mesmo conceito e aplicaram-no junto à estrada que liga a Cidade do México à de Cuernavaca, só que desta vez posicionaram um miúdo de cada lado da estrada a “olhar” para o trânsito.



Não se contentando com essa ideia, continuaram com a genialidade nas publicidades que realizaram e criaram uma intervenção numa ponte na cidade de Bogotá (Colômbia), simulando um “loop”, inspirado nas suas pistas de carros. O resultado desta acção foi que os condutores que passavam por baixo da ponte tinham a sensação que existia realmente um “loop” na estrada, tal como acontece nas pistas desenvolvidas pela marca.

Se ficassem por aqui já teriam um grande exemplo na maneira de publicitar a marca, mas não se contentaram com isto e foram bem mais longe: batendo um record mundial. Antes das tradicionais 500 milhas de Indianapolis, Tanner Foust numa “pick-up” modificada pela Hot Wheels bateu o record mundial de salto em distância num veículo de 4 rodas, voando uns inacreditáveis 101 metros (mais 9,45 metros que o record anterior). Imagine o espectáculo que isto deu numa pista onde estavam presentes 150 mil espectadores amantes do desporto automóvel.





Em suma, a publicidade recheada com uma boa dose de criatividade torna-se uma excelente forma de arte.
31 maio 2011 1 poesias

Mudar? Agora não que acho que não posso

Todos nós temos ideias para um mundo melhor (principalmente na adolescência). Arranjamos soluções políticas, económicas, sociais e de gestão, mesmo quando não percebemos do assunto. Ainda bem que assim o é, que é sinal que temos opinião em relação em algo e não estamos apáticos no que respeita às movimentações do mundo.

No entanto, essas ideias são muito bonitas quando são os outros que têm que mudar, quando não nos custa a nós. Quando sobra para nós, faz lembrar a música dos Deolinda “agora não, que me dói a barriga / Agora não, dizem que vai chover / Agora não, que joga o Benfica / e eu tenho mais que fazer”… e essas mudanças vão ficando adiadas até ao mesmo em que não dá para adiar mais.

E agora que as eleições estão aí à porta, é um bom caso a pensar... porque eu gosto muito daquelas pessoas que reclamam da política, mas, vai-se a ver, nunca votaram. Se não cumprem com um dever (que é também um direito enquanto país democrático), porque querem exigir direitos? Como têm lata para reclamar do trabalho de políticos (corruptos, é certo) se na vez de irem votar, preferem ir para a praia ou para o tasco beber umas minis?

Na vez de pensarmos em mudar o país e o mundo, há que pensar primeiro em mudar certas atitudes e mentalidades, porque neste país de segundo mundo que se diz moderno ainda há muito pensamento retrógrada





29 maio 2011 2 poesias

A vida (pelas leis do Garfield) - Parte 20

clica na imagem para aumentar
Hoje não tenho muitas palavras a acrescentar...podia falar sobre esta altura do ano em que muitas pessoas andam a lutar contra a tentação para não perderem a linha para o Verão...podia falar de como as mulheres conseguem ser manipuladoras (não tomem isto como uma crítica, mas sim como um elogio)...mas não vou falar de nada disto...deixo-o para vocês as opiniões e os comentários sobre esta BD...uma boa semana para todos.

28 maio 2011 0 poesias

O passado

Lion King ("O Rei Leão")
 
"Uma coisa é aprender com o passado; outra é ficar lá preso." 
 José Braga

O passado deve servir para isso mesmo: para nos dar lições. Nada mais. Se ficarmos presos a ele, corremos o risco de perder o presente e de perspectivar um futuro. 

Todos nós já sofremos com algo que fizemos, todos nós já pensamos que queríamos simplesmente desistir, todos nós já quisemos que o mundo parasse quando sentimos que não temos forças para avançar.

Como Picasso afirmou, “o que já fiz não me interessa. Só penso no que ainda não fiz”. É tempo de nos focarmos nessa ideia e aproveitar o que a vida nos tem para oferecer porque o presente é uma prenda que a vida nos dá diariamente e há que agradecer por isso
25 maio 2011 2 poesias

Não stresses

Trabalhadores portugueses sentem-se pressionados e stressados

Desculpem mas não é preciso fazerem estudos para se saber isto. Estranho seria se me dissessem o contrário, se me dissessem que os portugueses estão descansados e motivados a trabalhar. 

Não quero com isto insinuar que o português é “alérgico” ao trabalho. Muito pelo contrário, pois como diz outro estudo, da OCDE, Portugal é o terceiro país que trabalha mais por dia (uma média de 8h48m), ficando apenas atrás dos mexicanos e dos japoneses. 

A questão é que somos um povo que trabalha, que se esforça e que, muitas das vezes, para além de não ser reconhecido, ainda é posto na rua. Fazemos horas extra não remuneradas, damos muito de nós à empresa e chega ao fim e ninguém dá o devido valor.

Como é que havemos de estar descansados e relaxados se estamos sempre a pensar que o contrato vai acabar e há contas para pagar? Como é que podemos estar com a cabeça sossegada se pensamos que dar o máximo não chega?

E depois lá temos que envergar por carreiras que “não era bem o que queríamos” e deixamos os sonhos, as ambições e as metas de lado…e focamos a nossa motivação apenas no ordenado. E, na minha opinião, ter como motivação apenas o ordenado não chega

Enquanto isto não melhora...fica com esta música dos Mind da Gap...


23 maio 2011 4 poesias

Simplicidade

Simplicity will stand out, while complexity will get lost in the crowd.
Kevin Barnett

Sou um amante confesso da simplicidade. Não é uma questão de preguiça nem de falta de evolução, é simplesmente um estilo de vida. 

A vida traz-nos a cada novo dia um punhado de complexidades e problemas. Então porque é que a havemos tornar ainda mais complicada? Há que tentar manter uma postura simples em relação à vida. 

Como designer, como comunicador, como cidadão dotado de uma grande de ignorância tento ser o mais natural e espontâneo possível, no fundo, ser eu mesmo. A complexidade traz consigo o artificialismo (e vice-versa) desta sociedade que que já é tão falsa, tão impura, tão…perdida! 

E este…é um post demasiado simples?

Vila do Conde
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