...o meu desejo é simples. Agora vamos lá ver se o Pai Natal pensa que eu mereço...
Aviso à navegação: este deve ser dos posts mais longos que aqui deixei. Não tomem isto como exemplo que eu sou fã dos posts pequenos, mas queria partilhar uma pequena história com quem cá passa. Obrigado. Volte sempre.
A história que vou contar retrata uma manhã de geocaching que certamente vai ficar para a história pela dose de adrenalina, nervosismo, medo e coisas que tais. Mas, antes disso, é preciso um flashback para se perceber como tudo começou:
Numa tarde pela costa do concelho de Gaia com a “patroa”, a passear e a fazer caches (com direito a uma pausa para comer um gelado à beira-mar), eis que surge no GPS a última cache do dia antes de regressar ao lar. “The Last Tower” era o seu nome.
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| a torre |
Pus-me a caminho, no meu boguinhas, e chegado ao local, para minha admiração, o GPS indica-me para dentro de um terreno. O portão estava aberto e eu não faço cerimónias…entro por lá dentro. Em redor, vários edifícios entregues ao abandono com muita arte urbana espalhada pelas suas paredes para dar alguma cor a este ambiente cinzento. Como fiquei a saber depois, era a fábrica de seca do bacacalhau de Lavadores (em Canidelo).
O local da cache: a torre da fábrica. Como não tinha lido nada sobre a cache, andamos à procura em redor da torre…até que surge um carro na nossa direcção. Era uma família de geocachers que acabaram por nos contar que para fazer esta era necessário subir até o cimo da torre.
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| parte da fábrica |
Era um desafio demasiado sério para ficar esquecido e foi-me inquietando a maneira de conseguir atingi-lo. Falei ao meu companheiro de caches, o t_dias, que se mostrou logo interessado em realizar esta loucura comigo. A questão era só uma: a maneira de transportar as escadas até o destino. Questão essa que se resolveu passados uns tempos…até que chega ao dia da aventura que aqui descrevo.
Dia 17 de Dezembro foi a data escolhida para a realização desta loucura. O tempo era convidativo para este tipo de aventuras e o material estava pronto. Os loucos: eu e a minha “patroa”, o t_dias e a sua “patroa”.
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| a subida até ao 1º patamar |
O local, com marcas de bruxaria, deixava o cenário mais macabro ainda. Eliminado esse pormenor, lá começamos a montar o estaminé, a escada diga-se. E, depois da subida até o primeiro patamar, pensamos: “isto vai ser mais complicado do que pensávamos.” Para chegar ao topo da torre, não era só necessário subir as outras escadas que levamos, como também teríamos que subir umas escadas extremamente ferrugentas (cerca de 20 metros a pique) num ambiente escuro e medonho até alcançar o cimo da “torre de Babel”.
O medo era o sentimento que mais pairava no ar, mas já que se tinha chegado até ali, ia-se até ao fim. O t_dias, um gajo habituado a estas andanças de subir escadas, foi o primeiro a aventurar-se. Ao chegar lá a cima tranquilizou os demais: “a escada está solta cá em cima, não está segura à parede. Tens a certeza que queres subir?” Senti-me extremamente e confiante e seguro naquele momento, mas não podia deixar de subir. Devagarinho, com a escada a tremer por tudo quanto era lado e o som dos canos a bater na parede a entoar nos meus ouvidos, lá cheguei ao topo com a adrenalina ao máximo e a sensação de estar vivo bem viva em todo o meu corpo (e na alma).
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| o acesso até à escada ferrugenta |
A vista lá de cima é deslumbrante, não sendo por isso de estranhar, a ideia de quererem construir aqui edifícios de luxo e um hotel. Mas quando se está com o pensamento na subida que se acabou de fazer e na descida que ainda tem que ser feita, nem a vista tranquiliza uma pessoa.
Loggada (log é a "assinatura" que se deixa na cache, mais propriamente no local que lá se encontra para o efeito, chamado logbook) a cache, é tempo de mais uma dose de nervosismo em larga escala: a descida. Por incrível que pareça foi rápida e custou menos do que esperava (mas o pensamento que pairava na cabeça era algo como: “eu quero chegar inteiro ao Natal”). De seguida, foi a vez da “patroa” do t_dias subir e de eu pensar: “Porra! Não tirei uma foto lá em cima!” (mas tirei com a minha “patroa” neste patamar).
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| uma panorâmica da vista |
Lá desceram depois os dois com a sensação de que todos sobrevivemos inteiros a esta aventura cheia de falhas na segurança. Foi tempo, de descer até ao “rés-do-chão” (algo que até parecia fácil demais comparado com o que se tinha passado) e arrumar a tralha. Mas, antes de arrancar, ainda deu para visitar a fábrica abandonada, um verdadeiro museu de arte urbana.
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| a marca pessoal |
Moral da história: Normalmente encaixo na minha personalidade o adjectivo aventureiro. Só que, por vezes, começo a questionar-me se realmente o sou ou sou mais um levado pela corrente da rotina e da monotonia dos dias. Nesses momentos de dúvida, preciso deste tipo de aventuras (para não dizer loucuras) para sentir que estou vivo, para sentir que a vida é marcada por estes momentos em que nos pomos à prova e em que podemos sentir que superamos mais um desafio.
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| o Aleixo um dia depois da implosão da torre 5 |
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| no topo da torre |
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| um exemplo de arte urbana... |
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| ...e outro |
O Museu do Papel, no concelho de Santa Maria da Feira, foi eleito o Melhor Museu Português de 2011 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). Entre os distinguidos com os prémios museológicos contam-se ainda exposições da Gulbenkian ou Museu de Arte Antiga e a informação turística do Castelo S. Jorge, do Funchal ou Vila Velha do Ródão.
Boas notícias aqui para a zona. É um museu que nunca visitei, mas que fico contente por ter sido distinguido um museu aqui da zona. Aproveito e recomendo uma passagem (até 15 de Fevereiro) no Maior Presépio do Mundo em Movimento...que também se localiza no concelho de Santa Maria da Feira, em São Paio de Oleiros, junto das instalações da empresa Cavalinho, responsável pelo projecto.
Coordenadas para o Museu do Papel
N 40° 58.909 W 008° 35.025
Coordenadas para o Presépio (entrada gratuita)
N 40° 59.827 W 008° 35.804
São sugestões para este fim de semana! Bom fim de semana (isto soa tão bem)
O Facebook não substitui aquilo que deve ser dito pessoalmente. O Facebook nunca vai substituir cafés com duas colheres de conversa, jantaradas com a malta com paródia como sobremesa, copos nos sítios do costume para brindar à vida…nunca vai substituir aqueles momentos em que um simples olhar vale mais que mil e um comentários.
O Facebook não me tira tempo para gozar a vida nem para estar com aqueles que mais gosto. Gasto demasiado tempo no Facebook confesso, mas é aquele tempo morto que uma pessoa tem que fazer alguma coisa para se entreter enquanto está na Internet. Passo bem sem o Facebook, não são as novidades que lá colocadas que mudam a minha vida e quem me quer contar realmente alguma sabe como o fazer…
Não sou fruto de uma estatística baseada nos comentários ou no número de “amigos” e de fotos publicadas. Não guio a minha vida pela opinião dos outros e não é o Facebook que torna isso diferente e não procuro desenvolver uma veia de cusquice doentia.
Não gosto de jogar no Facebook e detesto a quantidade de convites receber para participar no Farmville, CityVille ou outro jogo qualquer acabo em Ville. Também não uso o Facebook para ver o meu horóscopo diário, shame on me por não utilizar essa potencialidade!
Do que realmente gosto no Facebook? De encontrar pessoas que já fizeram parte da minha vida e, por estratégias do destino, deixaram de fazer, de encontrar aquelas pessoas que vemos poucas vezes, mas com quem gostamos de conversar, de encontrar aquelas pessoas que gostamos de saber que estão bem…ou melhor que isso…gosto de ser encontrado por todas as essas pessoas.
O Facebook funciona também como a minha agenda de aniversários e quem não está nos meus contactos
Basicamente é isto o Facebook, numa nota rápida e pessoal.
Premissa deste post: não sou pai nem tenho experiência paternal, o que me deixa sem moral para falar sobre determinados assuntos relacionados com a educação dos filhos. No entanto, vou comentar na mesma uma situação que me mete muita confusão...e de certeza que não é só a mim.
Como estava a dizer, há uma situação em particular que me mete uma certa confusão: ver pais a levar filhos (em vários casos já com tendência para a obesidade) ao MacDonalds e, na maior parte das vezes, não o fazem esporadicamente, mas de forma constante. Pior do que isso são as situações em que isso funciona como "prémio" para os mais novos. Querem dar-lhe um prémio? Vão passear com eles, dêem-lhe mais atenção, joguem com ele, levem-no a fazer uma actividade física, mas levar ao MacDonalds quando ele já está a engordar demasiado não é propriamente um prémio para a saúde dele a médio/longo prazo...
Se bem que vê-se muitas vezes o contrário...são os pais que se querem enfardar de hamburguers e arrastam os filhos consigo...
É, como disse de início, não tenho moral para falar sobre isso, mas... a obesidade não está só no programa Peso Pesado...
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| Little Miss Sunshine (2006) |
Olive: Avô?
Edwin: Que foi meu amor?
Olive: (…) Eu não quero ser uma perdedora…
Edwin: Mas tu não és uma perdedora!
Olive: … Por que… O papá odeia perdedores!
Edwin: Tu não és uma perdedora! Sabes por quê? Tu sabes o que é um perdedor? Um perdedor é aquele que tem tanto medo de perder, que nem tenta. Mas tu estás a tentar, não estás?
Olive: Estou.
Edwin: Então você não és uma perdedora. És uma vencedora, apenas por tentares!
Edwin: Que foi meu amor?
Olive: (…) Eu não quero ser uma perdedora…
Edwin: Mas tu não és uma perdedora!
Olive: … Por que… O papá odeia perdedores!
Edwin: Tu não és uma perdedora! Sabes por quê? Tu sabes o que é um perdedor? Um perdedor é aquele que tem tanto medo de perder, que nem tenta. Mas tu estás a tentar, não estás?
Olive: Estou.
Edwin: Então você não és uma perdedora. És uma vencedora, apenas por tentares!
Tentar, tentar, tentar...e não deixar de continuar a tentar. É basicamente esse o lema para quem tem que encarar o não como certo, para quem ambiciona um sim que poderá mudar toda a sua vida. Um sim que poderá despoletar o início de novos desafios, de novas ambições e novas metas; um sim que, por todo o esforço, é encarado como um prémio (que custa a chegar).
A palavra perdedor nunca pode pairar no pensamento, a palavra desistir está fora do dicionário. Há que aprender com os erros e melhorar a cada novo dia.
Ando a precisar de apanhar novos ares...(definitivamente!)
Todos nós temos problemas (quem não tiver quem me avise, que eu estou a doar alguns)...é inevitável e não vou escrever aqui nenhuma solução mágica para lidar com eles nem nenhuma dica cliché de livros de auto-ajuda.
O importante, no fundo, é fazer com o que os problemas não atrapalhem a nossa felicidade. Eu sei, isto é algo muito bonito de se dizer, mas na prática isto não funciona muito bem. Mas, convenhamos, há por aí muito dramatismo exagerado, muito espírito "sou tão coitadinho, tadinho de mim, pareço a Floribella". Se nos deixarmos de ser tão emos e passarmos a encarar os problemas como uma questão essencial da vida, como uma possibilidade de crescer, de evoluir e de enfrentar novos desafios, a felicidade surge mais facilmente.
Eu tenho problemas que eram capazes de deixar muito boa gente naquilo a que muito chamam de depressão (quando na verdade não o é). Mas sei perfeitamente que não é o facto de me massacrar com esses problemas, de pensar neles constantemente que os vai fazer desaparecer ou os vais solucionar. Muitas vezes é preciso pôr um sorriso no rosto e deixar os problemas na prateleira do fazer depois! e seguir com a vida.
Crise?! Contenção de custos?! Aumento disto e daquilo!? Eu sei, estou revoltado (para não dizer f*dido), mas porra, somos portugueses, estamos habituados a sofrer. Não é por acaso que a nossa imagem de marca na música é o fado (um património que, agora, é do mundo), um género tipicamente triste e que fala dos problemas de todos nós. Por isso, limpa as lágrimas, põe um sorriso na cara e bora pra luta, porque tu mereces ser feliz!
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