12 dezembro 2013 0 poesias

10 memórias dos anos 90 (parte 2)

Em continuação do post anterior...aqui ficam mais 5 memórias dos anos 90.

6. Construíamos carros de rolamentos com tábuas de madeira e batíamos recordes em estradas de asfalto. Eram apenas precisos pedaços de palete, uns fios e rolamentos e tínhamos um carro pronto para as melhores descidas da zona. O risco dos travões falharem e de ter um acidente era enorme, mas a adrenalina proporcionada por este “veículos“ era espectacular.

7. Íamos para a rua brincar com a única condição de estar antes de anoitecer ou antes do jantar em casa. Não havia telemóveis, ninguém sabia onde estávamos. Quantas vezes fui a correr para casa depois de ouvir a minha mãe a gritar na esperança de ouvir a minha voz como quem espera pelo eco da serra.

8. Braços partidos, pernas partidas, cabeças rachadas. Ninguém se queixava, muito pelo contrário: vangloriavam-se por causa do facto de estarem assim, porque na maior dos casos era devido a alguma aventura arriscada que tinham feito.

9. Comíamos doces, pão com manteiga, bebidas com açúcar e não se falava em obesidade. As crianças eram activas e brincavam na rua, não se fechavam em casa a jogar computador ou a ver televisão (excepto na hora do Dragon Ball, que isso era tipo missa).

10. Dividíamos comida, trinca a trinca, e bebida, golo a golo e ninguém morria por isso. Uma garrafa, por vezes, rodava por um grupo de amigos e ninguém se preocupava com isso. Quando alguém comprava um bolo, não faltava gente por perto a pedir uma “trinca”.


E que mais recordações têm deste tempo?
10 dezembro 2013 0 poesias

10 memórias dos anos 90 (parte 1)

Este post (divido em dois) é dedicado àqueles que passaram a sua infância/adolescência durante os míticos anos 90, os anos em que a tecnologia parecia uma coisa utópica e em que se tinha medo da viragem do século. Ora em então vejamos alguns aspectos que alguns de vocês se sentirão identificados:

1. Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça nem air-bags. O cinto de segurança quanto muito, existia nos lugares da frente, mas nós, enquanto crianças, gostávamos de andar no lugar do meio para sentir a verdadeira experiência de ser livre lá atrás e poder fazer a farra à vontade. Claro que podíamos ser os primeiros a ir parar ao vidro em caso de acidente, mas ninguém se lembrava disso. Apoios de cabeça e air-bags? Isso eram mariquices de ricos.

2. Para jogar futebol não precisávamos de bonitos campos de relva sintética. Qualquer espaço servia. Tantas vezes joguei num largo desnivelado devido à quantidade de pedras que existia em conjunto com a terra batida, com as consequências de sair de lá esfarrapado ou com um pé torcido. E quando a bola ia para as silvas, era o filme do costume para ir busca-la. Tantas vezes joguei na minha rua, em que usávamos a parede como baliza.

3. Andávamos de bicicleta sem capacete ou qualquer outro tipo de protecção. Já ter uma bicicleta era uma alegria, quanto mais capacete. O gajo mais fixe da rua era o que fazia umas acrobacias com a bicicleta e o que se arriscava mais a espalhar-se à grande no chão. E se não tivéssemos uma BMX com o selim almofadado, chegávamos a casa com partes intimas mais quente que um forno a lenha.

4. Não havia telemóveis nem chats na internet…apenas amigos. Nessa altura, se queríamos falar com um amigo, o melhor era mesmo ir até casa dele a pé ou de bicicleta (mesmo quando eles moram a quilómetros de distância) e esperar que ele lá estivesse. 

5. Bebíamos água de uma torneira, de uma fonte ou de uma mangueira qualquer. Todas as águas eram próprias para consumo desde que matassem a sede depois de andar em aventuras e correrias. Podia ser uma fonte de qualidade duvidosa (como eu tenho perto de minha casa e onde bebi água muitas vezes), podia ser da mangueira da vizinha que a usava para regar os jardins, podia ser uma torneira que nem se sabia de onde trazia da água...o importante era ter água.
08 dezembro 2013 0 poesias

O mundo será dos sonhadores!

Foi no longínquo dia de de 15 de Abril de 2005 que escrevi estas palavras:

O mundo está entregue aos sonhadores! Àqueles que sonham com revoltas, àqueles que sonham com descobertas, àqueles que sonham com paz ou com uma vida digna ou simplesmente àqueles que sonham poder continuar a sonhar!

Não há pessoa mais rica do que aquele que sonha, pois desafia toda a sociedade consumista para apenas… imaginar! E há que aproveitar bem todos os sonhos enquanto ainda são de borla, pois o rumo que esta sociedade leva não me é nada agradável e leva-me a pensar (para pessoas sensíveis: é melhor pararem de ler, pois não quero ferir susceptibilidades) que qualquer dia temos que pagar imposto por cada peido que damos (isto é uma ironia a escorregar para a realidade!). Por isso, eu ando preocupado. Ando preocupado e com medo que as pessoas deixem de sonhar, demolindo assim as quatro paredes que formam a casa dos sonhos: a esperança, a motivação, a inspiração e a fé. O chão, esse, é a realidade, para termos plena consciência daquilo que fazemos…

O sonho é mais do que uma constante da vida, é a essência da vida!


Posto isto, não tenho mais nada a acrescentar...
05 dezembro 2013 0 poesias

As alforrecas estão a dar cabo disto tudo

 
As minhas férias de Verão deste ano foram passadas para os lados da Grande Lisboa. Para além da enorme beleza que se pode encontrar na capital enquanto turista e das maravilhosas experiências que se podem ter, presenciei um fenómeno que, a meu ver, não é normal: alforrecas por todo o lado! Por todo o lado, salvo seja! Nas águas que banham a costa lisboeta.

Primeiramente vi alforrecas (também conhecidas como medusas) no porto de Oeiras, o que me fez pasmar e questionar os meus poucos conhecimentos científicos nesta matéria. Depois, acabei por ver uma alforreca morta na praia de Carcavelos que – ao que parece foi comum este ano – e, por último, num passeio de barco pelo Estuário do Sado, vi uma quantidade enorme delas. Para quem nunca tinha visto nenhuma, até enjoei de vê-las.

Isto significa más notícias para o futuro dos mares: não só para todos aqueles que podem ser atacados por estes animais quando estão na água, como também para todos os animais que habitam no mar. Na competição pelos recursos, quase que acabaram com as anchovas, que servem de alimento a outras espécies de peixes. As alforrecas estão a ganhar terreno e, ao que parece, são resistentes a tudo, incluindo águas poluídas e repelentes químicos muito potentes.

Deve-se proteger todas as espécies animais, mas isto leva a pensar nesta espécie em questão, devido ao enorme perigo que estes animais podem provocar – “a dor não mata, mas é como uma vergastada concentrada num único ponto. Depois incha, irrita e arde” (Frederico Cardigos, ex-secretário regional para os Assuntos do Mar dos Açores). A solução passa por fazer o que fazemos aos outros animais: comê-las!

E em jeito de conclusão vocês perguntam: porque é que este gajo está a escrever sobre isto? Ele é biólogo? Não, isso é a Francisca. Ele é engenheiro do ambiente? Não, isso é o Fábio. Então o que é que ele é? Simplesmente aquilo que chamam de…estúpido! Basicamente. Um estúpido que gosta de escrever sobre o que lhe vem à ideia. E hoje veio-me à ideia escrever sobre isto depois de ler um artigo sobre esta temática.

Não, não só fotos de OVNI's! Isto são tentativas de fotografias das ditas cujas.
03 dezembro 2013 0 poesias

Conselho Profissional

Um padre estava a conduzir rumo à sua paróquia quando viu na estrada uma freira conhecia sua. Ele pára e diz:

- Irmã, suba que eu levo-a ao convento.

A freira entra e senta-se no banco do do passageiro, cruza as pernas e o hábito abre-se deixando uma coxa escultural à mostra. O padre olha e continua a conduzir. Numa troca de mudança, ele coloca a mão sobre a perna, e a freira diz-lhe:

- Padre, lembre-se do salmo 129

O padre pede desculpas e continua a conduzir. Aquela pernoca enloqueceu o padre. Mais adiante, noutra troca de mudança, ele volta a colocar a mão na perna da freira, que repete:

- Padre, lembre-se do salmo 129

O padre desculpa-se, dizendo:

- Perdoe-me irmã, mas sabe que a carne é fraca.

Ao chegar ao convento, a freira sai. O padre, ao chegar à sua igreja, corre até à Bíblia para ler o tal Salmo 129. Estava escrito: "Siga procurando, que logo acima encontrarás a glória!"

MORAL DA HISTÓRIA:
Ou sabes muito sobre a tua profissão, ou vai perder as melhores oportunidades.


01 dezembro 2013 0 poesias

Se…

Se a nota disser: não é uma nota que fará a música,
… não haverá música.

Se a palavra disser: não é uma palavra que fará uma página,
… não haverá livro.

Se a pedra disser: não é com uma pedra que se ergue uma parede,
… não haverá casa.

Se a gota de água disser: não é com uma gota de água que se fará um rio,
… não haverá oceano.

Se o grão de trigo disser: não é com um grão de trigo que se semeará um campo,
… jamais haverá seara.

Se o homem disser: não é um gesto de amor que poderá salvar a Humanidade,
… jamais haverá justiça e paz, dignidade e felicidade, na terra dos homens.



Michel Quoist


28 novembro 2013 0 poesias

Mesmo!!

23/01/01

Deus, me ajude a continuar acreditando
Em Você e no futuro
Mesmo quando eu vejo tudo mais escuro
Mesmo quando o coração fica mais duro

Mesmo vendo o desespero e a doença
Quero conseguir manter a minha crença
Num destino justo e menos insensível
Mesmo que pareça impossível

Mesmo na presença horrível e demente
Dela, que prepara lentamente a sua foice
Quero crer que seja uma lição pra gente
Mesmo que ela doa feito um coice

Mesmo conhecendo a maravilha de um milagre
De um bebé que chora ou de um sorriso que se abre
(…)
quero e não consigo preencher esse vazio!

Mesmo que pareça fora do Seu
Quero me enganar e te implorar mais uma chance
Pr’aquela guerreira na batalha contra o câncer
…mesmo quando o coração fica mais frio

Para a Ivanilda e todos os doentes de câncer (cancro)

Gabriel o Pensador in "Diário Noturno"


Se há pessoas que admiro são as que lutam contra o cancro. São aquelas que fazem do quotidiano uma batalha e que dão provas que desistir é para os fracos. 

A possibilidade de ter cancro é algo que vem à ideia várias vezes e a forma como lidarei com ele é uma daquelas tempestades mentais que mais atormentam a minha mente. Não estamos livres em momento algum da vida nos pregar esta rasteira e mudar-nos o rumo da vida para sempre...e por isso mesmo há que aproveitar a vida como se do último dia se tratasse.
26 novembro 2013 0 poesias

Piropos: a favor ou contra?

aqui o disse e volto a repetir: sou um fã incondicional desse tão nobre gesto tipicamente tuga que é o piropo. Que seriam das nossas obras sem os trolhas que soltam verdadeiras pérolas da língua portuguesa mergulhadas em cotações e metáforas de profunda beleza. Seriam apenas locais de engenheiros civis que diriam algo tão estranho como isto: “Oh minha senhora, que profunda personalidade que você demonstra ao passar por este nosso espaço com tamanha elegância”. Definitivamente, fico arrepiado só de pensar num lugar assim.

É dentro deste contexto que não percebo o grupo internacional Hollaback que se apresenta contra os piropos e os chega a chamar “a linguagem do terrorismo sexual”. Desculpem, mas isto é um radicalismo puro. Não me acredito que haja assim muitas mulheres que não gostem de receber (e até de mandar) uns piropos de vez em quando, ainda que sejam com o toque de “javardice” pelo meio.

O mundo torna-se um lugar mais triste quando vemos aquilo que o dicionário define como “Expressão ou frase dirigida a alguém, geralmente para demonstrar apreciação física” ser considerado um acto de terrorismo. Cheira-me que isto é apenas um grupo de mulheres revoltadas por nunca terem recebido um piropo…

Uma sugestão: respondam na mesma moeda! Homens adoram mulheres com uma resposta na ponta da língua (e normalmente ficam "mal na fotografia" quando têm resposta).

E só por causa das coisas aqui ficam 10 dos melhores piropos à trolha.











[mais piropos aqui]
24 novembro 2013 0 poesias

Primeira lição do treinador de bancada

Adepto de futebol digno desse nome tem que perceber a verdadeira essência deste desporto. Esta essência não se encontra nos jogos que passam na Sport TV, não está nos momentos de excelência de Cristiano Ronaldo nem nos momentos de insanidade de Pinto da Costa. A verdadeira essência do futebol está no futebol amador e regional.

É nestes palcos de reduzidas dimensões que se pode encontrar a verdadeira natureza do futebol, um desporto do povo e tão rico de emoções. É nestes palcos que encontramos os verdadeiros adeptos de futebol, aqueles que apoiam a equipa incondicionalmente, mesmo sabendo à partida que a derrota é o resultado mais que certo.

É, portanto, necessário a qualquer treinador de bancada passar pelo estágio de pelo menos ver um dos melhor programas desportivos feito em Portugal (senão o melhor): a Liga dos Últimos. É aqui que vamos encontrar as verdadeiras personagens que caracterizam uma terra, que caracterizam uma equipa.

Aqui ficam alguns dos melhores momentos deste programa para ilustrar aquilo que falo:












21 novembro 2013 0 poesias

15 Motivos pelos quais é melhor ser solteiro do que namorar

Depois de defender os comprometidos, e para não dizerem que não defendo os solteiros, aqui ficam algumas vantagens em ser-se descomprometido:

Sheldon ("The Big Bang Theory")
1. Não ter que dar satisfações.

2. Porque a única cobrança que o solteiro recebe é a do cartão de crédito!

3. Estar solteiro significa poder encontrar alguém especial a qualquer momento.

4. Poder ter amigos íntimos sem se preocupar com ciúmes.

5. A "solteirice" permite colocar as roupas na mala e meter o pé na estrada a qualquer momento e para qualquer lugar, sem ter que lidar com as limitações do outro.

6. Não é preciso fingir bom humor, quando na verdade se está uma pilha, só para a outra pessoa não pensar que o problema é com ela.

7. Porque agradar ou adivinhar o que o outro pensa a todo o momento exige muita dedicação. E dá preguiça!

8. Porque só assim se aprende que ás vezes não há nada melhor que um programa a dois com quem se gosta de verdade…

9. Ser solteiro dá-te oportunidades de fazer coisas que provavelmente não farias comprometido, como simplesmente desligar o telemóvel num sábado ou até mesmo mudar de cidade.

10. Poder ir para qualquer lugar, falar com qualquer pessoa, sem ter que ouvir: “Quem é aquela ali?”, “Já andaste com ela?”, “De onde é que se conhecem?”.

11. Não precisar lembrar a data de namoro todos os meses.

12. Ter a certeza de que não estás a ser traído.

13. Não ter que explicar quem são e onde conheceste todas as mulheres que tens no Facebook… Cansativo!

14. Ter a cama inteira só para ti.

15. Continuar com o mesmo peso. Namorar me faz engordar.

[mais razões aqui]

Julia Roberts
Resta dizer que isto não reflecte a minha opinião...mas há que ser imparcial.
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