13 fevereiro 2014 0 poesias

8º aniversário do blog

Apesar de estar sempre a pensar que tenho que actualizar este espaço, o tempo tem sido escasso e não me tem permitido vir aqui deixar uns posts. No entanto, hoje era importante deixar aqui um post (nem que seja de forma rápida) para assinalar mais um ano deste blog.

Parece que foi ontem que comecei aqui a deixar parvoíces, mas já lá vão 8 anos. Não tenho muito a dizer, a não ser um grande OBRIGADO aqui vai tendo paciência para ver o que aqui escrevo. São a essas três pessoas (olha eu todo optimista!) que me fazem manter este espaço aberto...e com novidades para breve.

Entretanto podem pôr gosto na página do Facebook! Sempre vão sabendo das novidades em primeira mão.
 


23 janeiro 2014 0 poesias

Se Jesus aparecesse em...

Thomas Carlye, disse um dia “se Jesus Cristo chegasse hoje até nós, as pessoas nem pensariam em crucificá-lo. Iriam convidá-lo para jantar, ouvir o que ele tivesse para disser, e gozariam-no”.

Não estaria mais de acordo em relação a este pensamento, mas há certos pontos que convêm frisar, como o local onde Jesus apareceria. Se Jesus aparecesse em...

França, seria convidado para comer um croissant, beberia uma champagne e seria acompanhado a ir ver um desfile para ver as belas mulheres...perdão, roupas!

Inglaterra, apareceria por volta das 17h para tomar o “chá das 5” com a família real britânica...e acabaria por não espalhar a sua mensagem, porque adormecia a meio do chá!

Brasil, ia tirar uma foto com o Cristo Rei (irónico isto), seguido de uma batida de Côco e praia. No fim do dia, teria ainda tempo para ser assaltado!

Estados Unidos, comeria bacon e ovos ao pequeno almoço (me-do) e passaria a manhã a digerir aquilo, até à hora do almoço onde iria ao McDonalds empanturrar-se com batatas fritas, hambúrgueres e Coca-Cola. Passadas duas semanas seria mais um obeso para as estatísticas...

Alemanha, antes de começar a transmitir a mensagem, já estaria com uma jarra de cerveja à sua frente e, depois de a beber, já nem sabia porque tinha aparecido...

China, quando o apanhassem distraído, colocavam-no a trabalhar numa fábrica junto de milhares outros trabalhadores (menores)!

Jamaica, fumaria a verdadeira erva, ao som de Bob Marley até chegar ao ponto de dizer que Deus era o grande bro dele!

Iraque, seria desafiado a rebentar com um hospital para provar a sua mensagem!

Portugal, certamente iria a uma tasca encontrar o povo. Falaria com Chico trolha que o convidava para ir a sua casa, onde a Maria Joaquina estava a preparar um belo cozidinho! Só iria embora depois de beber uma pinguinha e assistir ao jogo da bola!

Quem tem mais sugestões?
21 janeiro 2014 0 poesias

A fé dos nossos dias

Um texto que tinha escrito em 2008...

Eu acredito que esta geração esteja fortemente marcada pela fé. Não estou a falar em religião e em seguir esse monte de ideologias humanistas que se afirmam ser divinas! Estão a falar de fé, no sentido mais puro da palavra…

Ultrapassada a fase dos porquês, sou capaz de responder a tanto sobre tantos temas e argumentar vivamente o meu ponto de vista, pronto, sou mais um jovem entre tantos! Posto isto, vamos encarar o tema da fé: para começar, afirmo-me como cristão que raramente vai à missa. Porquê? Porque a missa já me disse mais do que dizia agora. Porquê? Porque eu assemelho o acto dominical a um certo regime ditatorial em que o padre funciona como um ditador que não dá voz a um povo pouco esclarecido que solta muitas palavras decoradas sem profundidade. Porquê? Simplesmente porque os homens quiseram fazer do divino o que fazem de tudo: comércio. Porquê? Porque é a maneira mais fácil de encaminhar maiorias para um trajecto que parece luminoso, mas é muito apedrejado. E é melhor parar por aqui antes que apareça alguma seita religiosa anunciando uma “guerra santa”. Esta é, definitivamente, uma das expressões mais paradoxais e irónicas que já vi. É quase tão paradoxal como ver os Estados Unidos a oferecerem armamento à Indonésia para atacarem Timor e, no fim, aparecerem com campanhas para ajudar este país (isto é um exemplo entre muitos…). Não é irónica tamanha hipocrisia?

Mas para não dispersar e para terminar no tema focado inicialmente, é necessária uma conclusão. Na minha opinião, todos nós devemos ter fé (seja no que/ em quem for) porque pode ser o nosso último fósforo numa caverna escura. E é também necessário haver respeito pela fé dos outros… PAZ


19 janeiro 2014 0 poesias

10 Coisas que aprendemos antes dos 25

A adolescência já lá vai há algum tempo e a chamada juventude está a começar a querer desvanecer no nevoeiro de preocupações que paira sobre a fase adulta. Mas a juventude é algo que deve estar presente em todos nós, independentemente da idade. Se, como eu, já ultrapassaste os 25 anos, provavelmente vai-se rever neste post. Caso ainda não tens chegado à marca de ¼ de século, um dia talvez te revejas no que aqui é dito.

Baseado neste post, aqui fica uma lista de algumas coisas que aprendemos antes dos 25:

1. Não precisas de ir para a noite sem vontade. Não é preciso teres grandes noitadas e “abanar o capacete” todos os fins-de-semana só para agradar os amigos. Não há problema nenhum em sair apenas para um tomar um café ou até nem sair para ficar em casa a ver um filme (e que bem que isso sabe no inverno)

2. Juntar trabalho ou estudo a actividade física cansa e, por isso mesmo, vais dar cada vez mais valor à tua cama e às (poucas) horas de sono que vais ter.

3. O amor acaba e recomeça. Acaba e recomeça e acaba e recomeça. Vais cair setenta vezes e levantar setenta e uma.

4. Começa-se a dar mais valor às propinas que os pais pagaram, ao jantar que eles te põe na mesa todos os dias e à roupa lavada que tens no guarda-vestidos. O amor e o carinho que eles têm por ti acabam por se tornar mais visíveis.

5. Se queres ir morar sozinho ou dividir um apartamento com o/a teu/tua parceiro/a ou com amigos, tens que trabalhar muito mesmo.

6. O maior alívio de todos não é acabar o secundário, mas sim a universidade.

7. Não vale a pena comprometeres-te com uma pessoa se ainda queres outras.

8. Quase tudo é melhor com alguém do nosso lado. Se não for, é porque não estamos com a pessoa certa. Próxima!

9. Diálogo é tudo nesta vida. Em qualquer tipo de relacionamento.

10. A vida ainda está só a começar. E ela é linda. Boa sorte!

A vida passa muito rápido, por isso aproveita-a bem!
15 janeiro 2014 0 poesias

Nada dura para sempre

Quem já passou por uma experiência daquelas em que só pensa “é desta que vou morrer” – no verdadeiro sentido da expressão – começa a ter, na maior parte dos casos, uma perspectiva diferente sobre a vida. Eu, como já vivi essa experiência, dou por mim a pensar que a vida é demasiado curta e efémera para passarmos parte dela com dramas e coisas que tais.

Foi neste bonito local que
eu ia perdendo a vida
Se não fossem dois amigos, muito provavelmente não estaria aqui a escrever estas palavras, não teria passado por tantas experiências que vivi desde então até agora, não tinha gozado tanto… Não vou estar aqui com o já tão popular “carpe diem”, mas a mensagem acaba por rondar esse pensamento: é preciso gozarmos cada fase da nossa vida – porque também não adianta ter pressa em crescermos demasiado cedo; é preciso ter em mente que o dia de amanhã não está garantido. Sinto isso, cada vez que vejo uma notícia de uma criança ou um jovem que morrem. Sinto isso quando vejo as pessoas a não darem valor ao que têm e essencialmente a quem “têm”.

Assim como já passei pela experiência de ser eu “a ver a luz”, também já passei pela experiência de ver alguém querido a passar por isso e, no caso em concreto, foi uma sensação de querer vencer a morte numa batalha em que não temos armas do nosso lado. E são essas experiências que fazem também com que comecemos a dar valor a quem nos é mais querido, por isso, antes de passar pelo tal, comecem por esquecer o que vos fizeram de mal e lembrem-se mais do que vos fizeram de bem.

Para finalizar, deixo apenas uma parte da música Nada dura para sempre dos Dealema, que resume aquilo que quero transmitir:

Nada dura para sempre
Nem os frutos nem as sementes
Nada dura eternamente
Somos como estrelas cadentes
Por isso diz o que sentes
E vive sem medo
Ama os teus parentes
Nunca percas tempo
Aproveita toda a inocência da infância
Vive a irreverencia da adolescência
Usufrui da maturidade da idade adulta
Partilha a sapiência que da velhice resulta
Luta pela tua felicidade
Cria agora a tua realidade

13 janeiro 2014 0 poesias

Outdoor que mostra os voos em tempo real


Esta é, sem sombra de dúvida, uma das melhores e das mais originais publicidades que vi nos últimos tempos. Dos outdoors clássicos já estamos nós fartos e foi, talvez, com esse intuito que a British Airways desenvolveu este inovador método de comunicação: um painel digital que mostra em tempo real qual o avião que está a sobrevoar a zona do outdoor.

O nome da campanha não podia ser o mais indicado: “Look Up” (“Olhe para cima”), um convite às pessoas que olharem para o céu e verem qual o avião que está a sobrevoar aquela zona de Londres.

Instalado a oeste da capital inglesa, o outdoor – que fica a caminho de Hearthrow (o maior aeroporto da Europa) – indica, em tempo real, qual o número do voo e de onde vem o avião que está a sobrevoar a zona. Em breve será também instalado outro painel no famoso espaço Picadilly Circus, no centro de Londres.

Esta é uma criação da empresa Ogilvy UK. Que tal? Espectacular não?



[encontrado aqui]
22 dezembro 2013 0 poesias

O Natal de todos nós

(escrito a 03/12/2003)

Depois de uma noite mal dormida,
Acorda a criança, imaginando o que tem no costurado sapatinho.
Ainda com cara sonolenta e adormecida,
Mas com o coração cheio de bondade e carinho.


O verde da árvore espreita entre algumas peças carinhosas.
O presépio, com alguns bonecos partidos, mostra Jesus e os seus acompanhantes.
A casa ainda tem o cheiro de uma pequena consoada algo apetitosa
E o que ainda resta de umas velas dá à escuridão da sala um brilho deslumbrante.

Finalmente, a doce criança vê o seu presente,
O seu sonho, enfim, tornar-se realidade!
Os seus lábios esboçam um sorriso transcendente
E os olhos, esses, não perdem a inocência e a bondade.


Tudo o que sempre sonhou estava agora tão perto
E nem toda a água de um mar
Nem toda a areia de um deserto
Lhe iria da sua desejada prenda separar

A prenda é uma singela boneca de trapos,
Que a mãe fez com as suas míseras possibilidades
E com algumas das poucas roupas que lhe restavam, simples farrapos,
Mas que abdicou para dar a uma filha a quem deseja grandes felicidades.

O Natal pode não chegar a toda a gente
Com grandes prendas e mesas cheias de refeições,
Mas chega ao peito de alguns simbolicamente,
Porque não existe dia marcado para abrirmos os nossos corações


Felicidades e Feliz Natal para todos os ricos… de espírito


18 dezembro 2013 0 poesias

10 motivos para ser...

Americano
1 - Ter ao seu dispor mais de 10 restaurantes de fast-food por km2
2 - Ter 90% dos produtos "Made in China" no supermercado
3 - Com 18 anos ser "expulso" de casa
4 - Poder conduzir aos 16 anos, mas só poder beber aos 21
5 - Saber que 32% do território americano é propriedade do Governo
6 - Usar as roupas mais estranhas e estúpidas e todos copiarem e chamar "moda"
7 - Poder pedir uma cerveja dizendo apenas: "Gimme a Bud" (Dá-me um Cu)
8 - Ser Texano, falar como homem rude do campo, vestir-me como homem rude do campo, e denominar-se “cowboy”
9 - Poder estudar de borla em Yale, desde que saiba jogar futebol americano
10 - Pensar que Portugal é uma cidade de Espanha

Alemão
1 – Oktoberfest
2 – BMW
3 – Volkswagen
4 – Audi
5 – Mercedes
6 – Conduzir a uma velocidade que em qualquer outro país do mundo daria prisão
7 – Não ter que aprender alemão como segunda língua
8 – Porsche (apesar de ser, inicialmente, da Áustria)
9 – Lidl
10 – Adidas

Francês
1 – Pensar que o Portugal não é um país sério
2 – Conseguir ser mal-humorado, mesmo morando na "cidade do amor"
3 – Se houver guerra, render-se logo para ganhar tempo
4 – Não precisar ler legendas nos filmes da Euro Channel
5 – Testar bombas atómicas nos países dos outros
6 – Ouvir a namorada a dizer ‘je t’aime, mon amour’
7 – Não precisar tomar muitos banhos
8 – Ser gay sem ninguém notar (afinal, todos falam com um sotaque estranho)
9 – Ter fama de ser um homem romântico, mesmo sendo só fama
10 – Ter uma selecção de futebol cheia de jogadores que não nasceram em França

Inglês
1 – Cerveja quente
2 – Confundir toda a gente com as regras do jogo de críquete
3 – Aceitar elegantemente as derrotas no desporto e chamar-lhe desportivismo
4 – Fazer a melhor batata cozida do mundo
5 – Partir-se a rir com as piadas do Mr. Bean
6 – Ser gentil e tolerante com os povos "inferiores" que os visitam
7 – Saber que todos os parasitas vêm da Escócia
8 – Duas guerras e um campeonato do mundo de futebol
9 – Com 2 anos já falar inglês
10 – Comer ao pequeno-almoço feijão, salsichas, bacon, ovos, cogumelos, bolacha feita com batata frita, tostas de pão e acompanhar com...chá.

Italiano
1 – Conhecer profundamente os mais bizarros formatos de massas
2 – Chamar o próprio carro de "la mia macchina", mesmo que seja uma lata velha
3 – Ser pacífico: as últimas glórias militares datam da Antiguidade
4 – Lamborghini
5 – Chamar futebol de ‘calcio’ e ainda assim ser tetracampeão do mundo
6 – Ter os melhores guarda-costas, bem ali na Sicília
7 – Saber falar com as mãos, mesmo ouvindo e falando bem
8 – Ser considerado o maior amante do mundo mesmo havendo o maior número de homos per capita
9 – Ter uma das melhores gastronomias do mundo: massas, pizzas, lasanha, "gelatos", etc.
10 – Meter-se com todas as mulheres que passam na rua

Espanhol
1 – Nenhum
2 – Perfumarem-se mas esquecerem-se de tomar banho
3 – Nenhum
4 – Serem os únicos a conseguirem-se destingir a eles próprios dos ciganos
5 – Nenhum
6 – Acreditar que são melhores que os portugueses (na verdade, não são!)
7 – Nenhum
8 – Ser vizinho de Portugal
9 – Nenhum
10 – Estar divido por províncias que querem independência mas considerarem-se um país cheio de espanhóis nacionalistas

Português
1 - Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso (e conduzir sempre pela faixa da esquerda)
2 - Viajar para qualquer país e encontrar outro português num restaurante
3 - Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém
4 – Ter a felicidade de não ter nascido espanhol
5 - Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista
6 - Algarve em Agosto
7 - Comer a melhor comida do mundo
8 - Elogiar as mulheres portuguesas na rua mesmo sem as conhecer
9 - Ter uma costa marítima enorme mas não poder pescar, ter terra fértil e não poder cultivar
10 - Ir passear ao domingo para a avenida principal para mostrar a roupa nova
12 dezembro 2013 0 poesias

10 memórias dos anos 90 (parte 2)

Em continuação do post anterior...aqui ficam mais 5 memórias dos anos 90.

6. Construíamos carros de rolamentos com tábuas de madeira e batíamos recordes em estradas de asfalto. Eram apenas precisos pedaços de palete, uns fios e rolamentos e tínhamos um carro pronto para as melhores descidas da zona. O risco dos travões falharem e de ter um acidente era enorme, mas a adrenalina proporcionada por este “veículos“ era espectacular.

7. Íamos para a rua brincar com a única condição de estar antes de anoitecer ou antes do jantar em casa. Não havia telemóveis, ninguém sabia onde estávamos. Quantas vezes fui a correr para casa depois de ouvir a minha mãe a gritar na esperança de ouvir a minha voz como quem espera pelo eco da serra.

8. Braços partidos, pernas partidas, cabeças rachadas. Ninguém se queixava, muito pelo contrário: vangloriavam-se por causa do facto de estarem assim, porque na maior dos casos era devido a alguma aventura arriscada que tinham feito.

9. Comíamos doces, pão com manteiga, bebidas com açúcar e não se falava em obesidade. As crianças eram activas e brincavam na rua, não se fechavam em casa a jogar computador ou a ver televisão (excepto na hora do Dragon Ball, que isso era tipo missa).

10. Dividíamos comida, trinca a trinca, e bebida, golo a golo e ninguém morria por isso. Uma garrafa, por vezes, rodava por um grupo de amigos e ninguém se preocupava com isso. Quando alguém comprava um bolo, não faltava gente por perto a pedir uma “trinca”.


E que mais recordações têm deste tempo?
10 dezembro 2013 0 poesias

10 memórias dos anos 90 (parte 1)

Este post (divido em dois) é dedicado àqueles que passaram a sua infância/adolescência durante os míticos anos 90, os anos em que a tecnologia parecia uma coisa utópica e em que se tinha medo da viragem do século. Ora em então vejamos alguns aspectos que alguns de vocês se sentirão identificados:

1. Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça nem air-bags. O cinto de segurança quanto muito, existia nos lugares da frente, mas nós, enquanto crianças, gostávamos de andar no lugar do meio para sentir a verdadeira experiência de ser livre lá atrás e poder fazer a farra à vontade. Claro que podíamos ser os primeiros a ir parar ao vidro em caso de acidente, mas ninguém se lembrava disso. Apoios de cabeça e air-bags? Isso eram mariquices de ricos.

2. Para jogar futebol não precisávamos de bonitos campos de relva sintética. Qualquer espaço servia. Tantas vezes joguei num largo desnivelado devido à quantidade de pedras que existia em conjunto com a terra batida, com as consequências de sair de lá esfarrapado ou com um pé torcido. E quando a bola ia para as silvas, era o filme do costume para ir busca-la. Tantas vezes joguei na minha rua, em que usávamos a parede como baliza.

3. Andávamos de bicicleta sem capacete ou qualquer outro tipo de protecção. Já ter uma bicicleta era uma alegria, quanto mais capacete. O gajo mais fixe da rua era o que fazia umas acrobacias com a bicicleta e o que se arriscava mais a espalhar-se à grande no chão. E se não tivéssemos uma BMX com o selim almofadado, chegávamos a casa com partes intimas mais quente que um forno a lenha.

4. Não havia telemóveis nem chats na internet…apenas amigos. Nessa altura, se queríamos falar com um amigo, o melhor era mesmo ir até casa dele a pé ou de bicicleta (mesmo quando eles moram a quilómetros de distância) e esperar que ele lá estivesse. 

5. Bebíamos água de uma torneira, de uma fonte ou de uma mangueira qualquer. Todas as águas eram próprias para consumo desde que matassem a sede depois de andar em aventuras e correrias. Podia ser uma fonte de qualidade duvidosa (como eu tenho perto de minha casa e onde bebi água muitas vezes), podia ser da mangueira da vizinha que a usava para regar os jardins, podia ser uma torneira que nem se sabia de onde trazia da água...o importante era ter água.
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