10 novembro 2007

Escrito na areia

Apesar de sentir o frio a inundar todo o meu corpo,
É uma brisa que me acalma e me tranquiliza.
Uma brisa que vem acompanhada de um espírito de liberdade e juventude.
Espírito que eu gostava de sentir todos os dias para o resto da minha vida,
Para esquecer esta sociedade cinzenta que corre sem saber para onde ir,
Que se afoga em si mesma vagarosa e propositadamente.

Não! Eu não quero ser mais um a respirar esse bafo intragável das cidades.
Quero ser simplesmente aquele menino que vive na vila
E se fascina cada vez que vê o mar, cada vez que vê a lua,
Cada vez que revê uma paisagem…

(…)

A cada novo dia tudo nasce, tudo cresce, tudo morre,
Mas eu não quero que este espírito infantil que me invade morra
E, se alguma vez isso acontecer,
Fica nestas linhas o meu pedido de socorro
Para que não me façam perder este olhar de criança
Que apenas quer ver o pôr-do-sol e sentir a brisa do mar,
Enfim, viver a vida!

Por isso, Deus se quiseres fazer de mim uma pessoa séria,
Não o faças hoje…

Praia da Barra, 04/11/07

3 poesias :

Pedro Link disse...

Caro Poeta,
Tens um desafio na minha pagina
Abraço

t_dias disse...

Men lembra-te todos nos temos dentro de nos uma criança...E se algum dia a perdermos, é sinal ke deixamos de pertencer a este mundo...

Gi disse...

Dizes, de uma forma tão simples e tão bonita,algo que tb eu sinto.
[Tb eu não quero crescer, deve ser por isso que ando a cometer certos devaneios:p ]
Beijinho * [saudades, já íamos era jogar uma matrecada]

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