27 abril 2014

5 flops do Benfica dos últimos tempos #2

Numa altura em que o Benfica está bem e recomenda-se, ficam aqui mais alguns dos flops que passearam "classe" pelos lados da Luz. 

1. Sérgio Nunes
O Benfica passou por uma fase em que nunca se percebeu bem as contratações que fazia. Enquanto os outros contratavam jogadores que eram sempre “mais valias”, o Benfica tinha aquele dom de contratar verdadeiras “pérolas”…do desastre. Sérgio Nunes é um daqueles jogadores que tinha lugar garantido num Paços de Ferreira, num Gil Vicente ou algo assim…para lutar pela manutenção e não para lutar pelo título (se bem que este Benfica andava um pouco a leste dessa luta).
O Benfica deste tempo (1999-2001) realmente nem sabia bem por que é que lutava, apesar de ter no banco Jupp Heynckes (sim, esse que o ano passado ganhou tudo com o Bayern) e este jogador era o espelho disso mesmo…andava um bocado perdido – até na posição que representava (era um central mal adaptado a defesa esquerdo).



2. Fernando Aguiar
Nos tempos de Camacho e Trapattoni, passou pela Luz, aquele que ficou conhecido por Robocop, um luso-canadiano que parecia feito de aço, de seu nome Fernando Aguiar. Conta-se que escapou a uma grande carreira no hóquei no gelo, mas o acaso levou-o para o futebol (onde também passou ao lado de uma grande carreira). Foi ao serviço Beira-Mar que começou a dar nas vistas, principalmente pela entrega que dava ao jogo e pela sua agressividade e capacidade tão típica dos “trincos”. Chegou ao Benfica na janela de transferências de Inverno de 2011/2002 para ser treinado às ordens de Toni e para tentar compensar a saída de Fernando Meira, acabando por ser emprestado no final da época. Regressaria à Luz em 2003/2004, onde foi uma opção recorrente de Camacho e ajudou os encarnados a conquistar uma Taça de Portugal ao FC Porto de Mourinho.


 
3. André Luís
André Luís é daquelas grandes contratações que chegam ao Benfica para fazer…dois jogos! 6 meses foi o tempo que este jogador durou no clube, mas, mesmo assim, foi o suficiente para juntar ao currículo o título de campeão. Mas o seu currículo ganhou outros contornos quando regressou ao Brasil, mais por razões extra-futebol, do que pelas qualidades em campo: primeiro conseguiu ser preso em pleno relvado. Após ser expulso, pontapeou uma garrafa na direcção da bancada, que teria, alegamente, acertado em adeptos adversários, mostrou ainda o seu dedo médio na direcção dos mesmos. Depois, confusão gigantesca com uma aspirante a Oficial de Policia a tentar deter o jogador que fugiu, envolvendo-se depois em agressões e lançamento de gás pimenta, com André Luís a ser detido e depois libertado sob fiança. Foi suspenso por 12 jogos.



4. Tahar El Khalej
Fernando Aguiar era "durinho", mas perto de Tahar ainda era um menino. O Benfica de 1996 já tinha um lote de “estrelas” fenomenais como Pringle, El Hadrioui ou Mauro Airez e lá decidiu acrescentar a cereja no topo do bolo: Tahar, o marroquino que limpava tudo (mas tudo mesmo) no meio-campo. Com ele, ou passava o jogador ou a bola, os dois em simultâneo é que não. Prova disso é que acabava, invariavelmente, expulso (recordo-me de um jogo em que Tahar entra em campo para “segurar o jogo” e passados 5 minutos já tinha levado dois amarelos e estava na rua).



5. Carlos Bossio
Lembram-se de Carlos Bossio? É provável que sim, mas não pelas melhores razões. Jogou quatro anos no Benfica e em nenhum deles teve sucesso. Habitual guarda-redes suplente, dava nas vistas apenas quando era necessário chamar algum colega que estivesse a aquecer: Bossio corria desenfreadamente a fazê-lo (era o seu grande momento nos jogos). A missão de Bossio no Benfica desde o início que não se avizinhava fácil: substituir Michel Preud'homme, um dos melhores guardiões que algum dia pisaram os relvados portugueses. Bossio foi justamente o oposto: um dos piores guarda-redes de sempre na Liga Portuguesa (ao nível de Moretto e Roberto).


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